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Optometristas lutam

Optometristas lutam pela regulamentação da profissão

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Divulgação

O optometrista é um profissional da área da saúde com formação superior preparado para atuar no exame e avaliação do sentido da visão. Ele pode prescrever óculos, solicitar exames, fazer adaptação de lentes de contato e prótese ocular, assim como trabalhar as terapias visuais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 80% dos casos de cegueira no mundo podem ser evitados, o que requer atendimento especializado e de qualidade. O trabalho do optometrista está voltado à prevenção de doenças oculares e problemas sensoriais. A qualidade visual pode ser ampliada e a cegueira evitada a partir do trabalho deste profissional da saúde.

Por outro lado, existe a necessidade de regulamentação da optometria. A profissão existe há mais de 100 anos, mas esbarra em alguns trâmites que impedem o livre exercício dos optometristas no Brasil. O criciumense José Hélio Lino Filho vive o impasse da carreira que escolheu. Formado pela Universidade do Contestado (Canoinhas/SC) há mais de um ano, ele exerce a profissão em Florianópolis, com a permissão para manter aberto um consultório. Para ele é fundamental o reconhecimento da profissão. “Todo mundo tem direito a uma boa visão e isso deve ser reconhecido como um importante componente de saúde pública, sendo que possibilita um pleno desenvolvimento das potencialidades intelectuais, sociais e laborais das pessoas”, elencou.

O curso de optometria é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) devido à qualificação profissional desenvolvida durante cinco anos de graduação. “Podemos exercer a profissão, mas há um impasse por conta da regulamentação, da lei do ato médico e a nossa defesa do estudo”, detalhou. A lei do ato médico, que ainda está em fase de tramitação, determina que todos os casos que diz respeito à saúde devem passar por um médico. Só que a favor dos optometristas existe o projeto ADPF 131 pedindo a regulamentação da profissão. “Em mais de 150 países a profissão já é reconhecida. Nos Estados Unidos é uma área consolidada”, comparou Lino Filho.

A parceria entre oftalmologistas e optometristas é útil do ponto de vista da saúde pública, sendo que o segundo deles pode corrigir deficiências primárias e encaminhar ao oftalmologista os casos mais graves. “Se a parceria existisse no Brasil, como ocorre no mundo inteiro, os pacientes passariam pelo atendimento primário e se o caso pudesse ser tratado com terapia ocular, lentes de contato ou prescrição de óculos, estaria solucionado”, explicou dizendo que em casos mais complexos, como um estrabismo que necessita cirurgia, haveria o encaminhamento ao oftalmologista.

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