Os patrimônios
Os patrimônios históricos de Criciúma
Por Redação Engeplus
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A discussão sobre a retirada do petit pavet do entorno da Praça Nereu Ramos levantou a questão dos patrimônios históricos de Criciúma. O Ministério Público alega que a retirada das pedras seria uma ameaça ao patrimônio histórico do município. “Cada localidade possui suas regras locais de tombamento. Um patrimônio só se torna patrimônio histórico após esse tombamento, que pode ocorrer em nível municipal, estadual ou nacional, cada um com suas determinações legais”, explica a técnica da superintendência estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Aline Souza.
Em Criciúma, a competência para tombar esses patrimônios é delegada à Fundação Cultural de Criciúma (FCC). De acordo com o presidente da fundação, Sergio Zappelini, o petit pavet não pode ser considerado um patrimônio histórico. “No Centro de Criciúma há tombamento somente na Casa da Cultura, no prédio da Casa Londres e no Monumento ao Mineiro e seu memorial, que tombamos recentemente”, destaca Zappelini.
Criciúma ganhou outros cinco patrimônios históricos nos últimos tempos. “Também foram tombados a chaminé, a caixa de embarque no bairro Verdinho, a parte externa da prefeitura, a pedra mó e o Centro Cultural Santos Guglielmi”, conta o presidente da FCC. “Fico realmente triste com esta ação que pede a paralisação das obras porque trabalhamos bastante para deixar viva a memória do município, para que não caia no esquecimento tudo o que é de Criciúma”, confessa ele.
História na história – O presidente da Fundação Cultural de Criciúma também recorda sua infância. “Esse ano estamos completando o centenário de nascimento de meu pai, Faustino Zappelini, que nos anos 30 já fotografava nosso município. Por esse e tantos motivos eu nunca seria conivente com algo que fosse ameaçar a história de Criciúma”, argumenta Sergio.
Ele conta que esteve em um congresso em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, e que os técnicos de lá ficaram surpresos que em Criciúma já haja bens tombados. “Eles me questionaram sobre nossos tombamentos com apenas 130 anos de município”, lembra ele.
Equilíbrio e desenvolvimento – Para Sergio Zappelini, tudo está sendo realizado de forma coerente. “É necessário que haja esse equilíbrio. O petit pavet será lembrado na Praça Nereu Ramos no miolo central, mas tem que haver progresso no município”, conta ele. “Eu acho o petit-pavé um material fantástico, mas temos de analisar a funcionalidade dele. A sociedade precisa de mobilidade e foi ela que definiu pelo paver”, completa o presidente da FCC.
Mais patrimônios históricos – Antes dos seis tombamentos realizados recentemente, Criciúma já contava com outros 14 prédios e locais tombados: Mina Modelo Caetano Sônego, Casa da Associação Bellunesi Nel Mondo, Capela de São Brás, Capela de São Roque, Capela São Sebastião, Museu Augusto Casagrande, Casa Londres, Casa do Vô Justi, Departamento Nacional de Proteção Mineral – DNPM, Casa da Cultura, Gruta Nossa Senhora de Lourdes, Igreja Nossa Senhora da Salete, Ponte de Ferro e Cruz da Igreja São Paulo Apóstolo.
Mais informações podem ser obtidas no site da Fundação Cultural de Criciúma.



