Educação infantil
Os planos do município para as escolas do Estado
Por Redação Engeplus
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A intenção do governo municipal, de assumir a gestão de cinco escolas do Estado instaladas em Criciúma, vem causando reações entre professores e lideranças do movimento sindical dos servidores da Educação na região. O prefeito Clésio Salvaro já formalizou ao secretário Eduardo Deschamps o pedido, reiterando quais escolas gostaria de assumir. A secretária de Educação do município, Roseli de Luca Pizzolo, justifica que a manobra permitirá zerar as filas por vagas na Educação Infantil na cidade.
“De fato, pedimos cinco escolas, mas não vamos desalojar qualquer turma. Nossa intenção é explorar melhor espaços ociosos colocando turmas de Educação Infantil nestes estabelecimentos”, explica. “Nessas escolas manteríamos do primeiro ao nono ano do Ensino Fundamental e adicionaríamos a Educação Infantil, de zero a cinco anos”, detalha. A secretária estima que será possível abrir até 500 vagas na rede municipal caso os novos espaços físicos sejam garantidos.

Heriberto Hülse, a menor chance
A secretaria de Educação do Estado trabalha nos processos e promete um relatório até o fim do mês. O objetivo do município é assumir as escolas José De Patta (bairro Colonial), Marechal Rondon (bairro Santa Catarina), Luiz Lazzarin (Rio Maina), Jarbas Passarinho (Pinheirinho) e Heriberto Hülse (Próspera). “Destas, sabemos extraoficialmente que o Heriberto Hülse é o mais complicado, pois tem Ensino Médio com várias turmas. No Luiz Lazzarin, que tem duas turmas de médio, conseguimos resolver, as demais nos parece mais tranqüila a transferência”, projeta Roseli.
Caso o município consiga assumir a escola Marechal Rondon, poderá levar para ela os alunos da escola infantil Jovito Álvaro de Campos, no Lote Seis. “E daí abriríamos o espaço físico da Jovito para a AMA”, anuncia a secretária, antecipando a possível nova sede da associação que cuida dos autistas na região e hoje funciona no bairro São Cristóvão.

Não faltarão funcionários
Sobre funcionários, a titular da Educação não vê problemas. “Os que forem efetivos do Estado serão transferidos para outras escolas e nós vamos preencher as vagas com ACTs”, afirma Roseli. “Não serão necessários tantos professores”, estima. “Acreditamos que para os pais ficará muito melhor a gestão do município nas escolas, pois estamos mais próximos delas do que o Estado, onde tudo é mais difícil e distante”, conclui.



