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Pais e atletas protestam contra troca do comando técnico da equipe de xadrez de Criciúma

Eles reprovam substituição de Evandro Bitencourt e Karlus Valga por Claudionor Pirola

Por Lucas Renan Domingos

4 min de leitura

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Foto: Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

Pais e atletas da equipe de xadrez de Criciúma realizaram um protesto silencioso no Paço Municipal Marcos Rovaris na tarde desta quarta-feira, dia 27. Eles não aceitam a troca dos técnicos do time criciumense. Os enxadristas vinham sendo treinados pelos professores Evandro Bitencourt e Karlus Valga que foram substituídos por Claudionor Pirola, que até então era técnico do time de xadrez do município de Içara.

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Conforme os manifestantes, os atletas e familiares não foram questionados e nem avisados previamente sobre a troca do comando técnico. “Nos chamaram para uma reunião e fomos informados por dois diretores da FME (Fundação Municipal de Esportes de Criciúma) que o Evandro e o Karlus não seriam mais os técnicos. Haviam informado que o Neto (Uggioni, presidente da FME) também estaria na reunião, mas ele não apareceu. Simplesmente nos deu as costas”, reclamou Daniela Ávila Alves Cardoso, mãe de atleta.

O filho de Daniela, Lucas Alves Cardoso, foi um dos três enxadristas de Criciúma que em 2020 conquistaram vaga para o Campeonato Panamericano de Xadrez de 2021. Desde quando iniciou no esporte ele vem aumentando seus resultados.

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“A primeira competição que participei foi o Fescri. Não tive bom desempenho. Depois participei da Olesc, consegui medalhas e no ano passado fui campeão do Campeonato Estadual de Xadrez nas modalidades rápida e vice na modalidade blitz. Também fiquei em terceiro lugar no Campeonato Nacional Escolar, que me deu a vaga para o panamericano. A minha evolução tem muito dos trabalhos do Evandro e do Karlus, que sempre nos ajudaram, nos passaram os treinos”, destacou.

Daniela também evidenciou os trabalhos dos técnicos. “Em 2020, mesmo durante uma pandemia, o xadrez de Criciúma teve ótimos resultados. Foram três atletas classificados para o panamericano. Uma atleta se tornou mestre nacional de xadrez, além de outros bons desempenho. Por isso a gente pede a continuidade dos técnicos que já estavam na equipe. Caso eles não retornem, muitos atletas já anunciaram que vão sair do time de Criciúma”, acrescentou.

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Reunião com presidente da FME

Logo após a manifestação, os pais e atletas se reuniram com o Neto Uggioni, presidente da FME, para tentar evitar a troca de técnicos. “Ouvidos dele que a decisão já está tomada e que a troca de técnico havia sido definida na gestão passada. Diante disso, nós vamos tirar nossos filhos da equipe de Criciúma até que esta situação seja resolvida”, destacou Daniela.

Antes de Uggioni, o presidente da FME era Nícola Martins, hoje vereador de Criciúma pelo PSDB. O parlamentar foi criticado pelos manifestantes que carregavam uma faixa com palavras contra Martins. “Eu não tenho nada a falar sobre este assunto porque é no âmbito da Fundação Municipal de Esportes. O protesto foi organizado por um candidato a vereador que perdeu as eleições, que está misturando política com uma decisão técnica”, pontuou o vereador.


Claudionor Pirola (terceiro da esquerda para a direita), é o novo técnico de xadrez de Criciúma - Foto: Divulgação/Decom

O diretor-técnico da FME, Gustavo de Oliveira frisou que a troca de Bitencourt por Pirola é irreversível, já que o contrato com o antigo técnico terminou em dezembro. "Fizemos uma avaliação de várias modalidades no ano de 2020. Em nenhum momento questionamos o trabalho que estava sendo feito, mas entendemos que a chegada de um novo profissional nos daria a possibilidade de ampliar os resultados da modalidade. O Claudionor é professor da rede ensino de Criciúma e isso proporciona a uma relação mais ampla entre a educação e o esporte. Em relação ao Karlus, ele possuía um vínculo com a Aecri (Associação de Enxadristas de Criciúma), que tinha um convênio com a prefeitura e parte do recurso a associação utilizava para o Karlus auxiliar o Evandro. Agora o convênio não existe mais, até porque a Aecri é ligada ao Evandro e haveria um conflito de interesse com a nova equipe técnica”, disse.

Os pais e atletas também apontam irregularidade na contratação de Pirola. Segundo eles, o novo técnico precisaria ser graduado em Educação Física para comandar a equipe. O diretor-técnico da FME rebateu o questionamento. "Existem modalidades em que o professor ou técnico não precisam ser educadores físicos para exercer a função. Eles podem possuir certificações que habilitam eles a dar as aulas e comandar a equipe. O Claudionor é professor de história, mas credenciado como mestre de xadrez pela Federação Internacional de Xadrez". A reportagem tentou contato com o presidente da FME, mas Uggioni não pode atender as ligações, alegando estar em reunião.

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