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Parte do forro de uma escola desabou nesta sexta-feira, em Criciúma

Cerca de 600 alunos da Escola Filho do Mineiro, no bairro Metropol, foram dispensados e as aulas estão suspensas

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

Parte do forro de madeira de um corredor da EMEIEF Filho do Mineiro, no bairro Metropol, em Criciúma, foi ao chão nesta sexta-feira. As aulas foram suspensas e os cerca de 600 estudantes foram dispensados das aulas. De acordo com a mãe de um estudante do 1º ano do Ensino Fundamental, Silvania Vieira, ela foi levar o filho para a aula perto das 13 horas e recebeu a notícia de que deveria voltar para casa.
"Na hora até achei graça, quando falaram que o forro tinha desabado, mas parei para avaliar a situação quando cheguei em casa e fiquei assustada. Imagina se isso acontecesse enquanto nossos filhos estivessem em sala de aula, poderia ser uma tragédia", alerta Silvania.

A diretora da escola, Neusa Maria Freitas, explica que a instituição exite há 20 anos e, até hoje, não passou por nenhuma reforma. "Temos algumas salas novas, mas a estrutura onde o forro caiu é a mais antiga, existe desde a sua construção. O forro de madeira cedeu por volta das 10 horas de hoje, então tiramos todos os alunos. Já ao meio-dia, tudo foi ao chão. Naquele corredor existem quatro salas de aulas e não tivemos condições de manter os alunos ali", explica Neusa.

Valmir de Carvalho é membro da Associação de Pais e Professores (APP) da escola Filho do Mineiro e também do Conselho de Segurança (Conseg) do Rio Maina. Ele conta que, em março de 2012, o Conseg pediu uma vistoria técnica por parte da prefeitura de Criciúma. "O documento aponta problemas na estrutura, nos telhados, que são muito antigos, e naquela mesma forração de madeira, inclusive aconselhando a sua troca. Porém, infelizmente, nada foi feito", revela Valmir.

De acordo com a diretora Neusa, o prefeito interino de Criciúma, Itamar da Silva, esteve no local nesta sexta-feira e pediu que a escola transfira, pelo menos temporariamente, os estudantes para outras escolas próximas. "Ele também nos garantiu que o colégio passará por uma reforma. É o mínimo que aguardamos há tanto tempo. O forro estava comido pelos cupins, a rede elétrica também está comprometida, chove dentro de algumas salas porque o telhado está velho, enfim, são muitos problemas para manter tantos estudantes em sala de aula correndo riscos", lamenta.

A mãe, Silvania, diz que uma filha dela estudou por nove anos na mesma escola e elas nunca tinham visto nada igual. No entanto, o filho de seis anos já havia alertado a mãe ainda na terça-feira. "Ele chegou em casa contando que choveu e a água entrou na sala de aula, deixando tudo alagado. Falou, ainda, que pingava água pela lâmpada. Agora, com as aulas suspensas, tenho que deixá-lo com vizinhos porque trabalho o dia inteiro. Estes problemas devem ser resolvidos logo, os estudantes estão até perdendo conteúdo", ressalta ela.


Conforme a prefeitura de Criciúma, a área danificada faz parte de uma ala não contemplada em reforma recentemente realizada no educandário e imediatamente após o acontecimento uma equipe da secretaria do Sistema de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana avaliou o local e toma as primeiras providências de reparações. Conforme a secretária da pasta, Olnete Regina Bez Fontana, outro local será disponibilizado para atendimento dos alunos no início da próxima semana.

Uma nova reforma estava programada para breve na Escola Filho do Mineiro, a terceira maior da rede municipal. O prédio em que 600 crianças estudam passou por reformas finalizadas em abril de 2012. Um projeto para reforma do telhado da edificação está em trâmite na secretaria do Sistema de Educação, em fase de orçamentos.

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