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Parto normal: a escolha de Kate Middleton que gerou polêmica
A duquesa de Cambridge saiu do hospital sete horas após o parto
Por Redação Engeplus
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Um fato chamou a atenção nesta segunda-feira, dia 24. A duquesa de Cambridge Kate Middleton, saiu do hospital sete horas após o parto. O assunto gerou discussão tanto nas redes sociais quanto na imprensa em geral. A principal discussão foi sobre a rapidez com que Kate foi liberada. Ela chegou a ser comparada, em alguns casos, com as brasileiras.
Durante esta semana o Portal Engeplus trabalha em uma série de reportagens sobre a saúde da mulher durante e após o parto e as consequências disso em sua vida. Você acompanha a segunda reportagem desta série nesta quarta-feira, dia 25.
A rápida liberação da duquesa se deu pelo fato de ela ter optado pelo parto normal. De acordo com a obstetra Joana Scheidt, a rápida recuperação é uma das vantagens desse tipo de parto, em comparação ao parto cesárea. "O parto normal temos como primeira opção sempre que possível porque ele é o mais natural e geralmente ocorre quando o bebê está pronto para nascer", explica.
E além disso, é bom para a saúde da mulher, que segundo a obstetra, não passa pela cirurgia,e por isso tem menos risco de infecção. São muitos os benefícios para quem faz a escolha. " A recuperação é muito mais rápida justamente por nao ser um procedimento cirúrgico. Melhora muito a qualidade da amamentação, diminui o risco de sangramento pós-parto, porque o útero contrai mais rápido", e para o bebê favorece na saúde. "Diminui o risco de infecções e alergias. A passagem do canal do parto estimula o bebê a ter a sua primeira respiração sozinho" finaliza.
Em contrapartida, a cesariana é um procedimento cirúrgico e a maioria das pessoas não associam isso, afirma a obstetra. Toda cirurgia tem seu risco de complicação como hérnia, sangramento pós-cirúrgico, infecção de ferida operatória, infecção urinária, tem maior risco de atonia uterina (quando o útero não contrai e ocorre sangramento) e para o bebê não tem a passagem no canal de parto (que traz benefícios para ele). Além disso, a recuperação é mais dolorida e demora mais que o parto normal.
A escolha é em conjunto e individualizada
A obstetra Joana Scheidt explica que nas consultas ela sempre fala dos prós e contras sobre os dois procedimentos. " A escolha é sempre em conjunto, entre obstetra, mãe e pai, mas a paciente tem que estar segura. Não adianta querer fazer parto normal se ela não quiser. Lógico que tem também as indicações de cesariana, que não tem discussão, como quando o bebê está sentado dentro da barriga ou quando a paciente já teve cesarianas repetidas vezes. Hoje em dia, mais de três vezes, já é obrigatório fazer a cesariana e claro se também tiver alguma complicação durante a gestação", finaliza.



