Missão
Pastoral de Criciúma envia voluntárias em missão
Elas viajam para o Maranhão nesta quarta-feira
Por Redação Engeplus
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Um mesmo trabalho, quatro mulheres e duas grandes missões. Atendendo ao apelo feito pela Pastoral da Criança, Ana Peruchi Milanez, 63 anos, Icler de Souza Medeiros, 62, Joana Martins Rovaris, 73, e Luiza Rovaris Cechinel, 23, passarão um tempo longe de seus lares e de sua rotina diária para se dedicar ao serviço da Igreja que promove a vida plena de crianças e gestantes, principalmente junto às famílias mais pobres e em ambientes mais distantes onde os benefícios sociais são mais deficientes.
Elas partem de Criciúma nesta quarta-feira. O Estado do Maranhão as espera para tornar concreto o projeto Missionários Leigos da Pastoral da Criança. Num período de 11 meses Ana se dedicará exclusivamente à comunidade da Paróquia São Raimundo, localizada na periferia da capital, São Luís. Já Icler permanecerá numa comunidade do interior, distante cerca de 150 quilômetros dali, dedicada a Santa Inês, na Paróquia São Cristóvão, Diocese de Viana. Ambas atuarão inseridas em grupos de quatro missionários de diferentes estados. O projeto existe desde 2004 e visa suprir a necessidade de lideranças e capacitadores em regiões pobres, não só no Brasil, como nos 21 países em que a Pastoral da Criança se faz presente.
“A Pastoral da Criança procura cuidar da gestação até os seis anos. Mas o projeto tem foco bem específico na atenção a gestantes e crianças de até dois anos de idade. Dentro desse contexto, vamos identificar as pessoas que tem perfil de liderança e capacitá-las para que atuem em suas comunidades, assim como nós e toda a Pastoral da Criança atuamos”, explica Ana Milanez.
Em agosto de 2013, as líderes participaram de um treinamento na cidade de Bacabal (MA), junto a outros 16 missionários. O projeto já foi implantado em mais de 70 municípios brasileiros, por mais de 250 missionários voluntários. Sua missão está fundamentada no documento da CNBB nº 62, “Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas”. Para auxiliar o trabalho evangelizador, a Pastoral da Criança Nacional disponibiliza uma ajuda de custo para as despesas com alimentação, moradia e transporte. Os primeiros trinta dias serão dedicados à ambientação, conhecimento da realidade local e escolha da metodologia de trabalho. Nesse período, em conjunto com as instituições do município, é feito um mapeamento do número de gestantes e crianças.
Professora aposentada, viúva, avó e mãe de três filhos, Ana afirma que encerrou um ciclo em sua vida, desde que perdeu a mãe, que morava com ela, e fechou a empresa da família, após mais de 27 anos de atividades, em agosto de 2013. Muito ativa e ligada ao associativismo, decidiu, em maio de 2013, que se dedicaria inteiramente à missão, com o apoio dos filhos e da comunidade diocesana. “É uma expectativa atingir o objetivo que a Pastoral propõe a nós, de deixar, naquela comunidade aonde vamos trabalhar, lideranças prontas para continuarem a caminhada, sozinhas. Cada vez mais estamos firmes. Não estamos duvidando de que isso tudo vai dar certo. Vai ser uma missão muito bonita!”, ressalta Ana.
Casada, mãe de três filhos, Icler conta que os familiares, no início, não acreditaram em sua decisão. “Agora, que está chegando a hora de partir, eles não saem lá de casa, estão sempre me visitando. A decisão de participar da missão surgiu no encontrão diocesano, quando a Irmã Vera lançou o convite. Naquela mesma hora, senti no meu coração que era o que faltava para mim. Minha decisão foi definitiva. Significa um engrandecimento para mim, para o meu espírito, nesses seis anos que sou coordenadora em minha comunidade”, conta.
Para a coordenadora diocesana da Pastoral da Criança, Ir. Marinês Rech, a decisão das missionárias em assumir o projeto é uma alegria para toda a Diocese. “Nosso espírito de Pastoral da Criança na Diocese de Criciúma é: Ora silêncio e oração, ora multidão, trabalho e ação. Nós temos a grande missão de formar lideranças, que sintam alegria em poder aproximar mais as pessoas, ser mais da comunidade, ter aquele olhar de caridade. É impressionante como esse espírito de família é forte no meio de nós”, pontua.
Colaboração: Bibiana Pignatel Baesso/Comunicação Diocese de Criciúma



