Patinação artística: o encontro entre esporte, dança e cultura em uma modalidade

Grupo de 60 pessoas entre crianças e adultos treinam diariamente na região Sul

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Patinação artística: o encontro entre esporte, dança e cultura em uma modalidade
Foto: Rafaela Custódio / Portal Engeplus

Uma combinação entre esporte, cultura e dança tem movido à patinação artística na região Sul de Santa Catarina há pouco mais de um ano. A modalidade exige técnicas, equilíbrio, determinação e faz com que crianças de cinco anos até adultos participem das aulas que são ministradas em Criciúma, Forquilhinha, Içara e Orleans pelo professor Pietro Guidobono Nunes.

Natural do Rio Grande do Sul, mas morando na região Sul do Estado há pouco mais de um ano, ele foi atleta de patinação artística durante dez anos e após encerrar a carreira decidiu ensinar mais pessoas a praticar o esporte. O professor notou que na região Sul de Santa Catarina a patinação artística não era tão comum e por isso decidiu dar aulas. Atualmente, ele mora em Forquilhinha e dá aulas para 60 alunos. Apenas 21 estão participando de competições.

“Em todo o Estado, a patinação artística é algo muito forte. Em Florianópolis, existem diversas escolas para a modalidade e percebi que no Sul de Santa Catarina, não. Por isso resolvi montar a escola e ensinar novas pessoas. Comecei com uma aluna que a família já era minha conhecida e aos poucos mais pessoas apareceram. Hoje, meus alunos são pessoas de 5 a 46 anos”, conta.

O professor comenta que ainda não existem bons lugares para realizar os treinos, mas que aos poucos as pessoas vão conhecendo o esporte e o bloqueio que os patins estragam as quadras, por exemplo, são quebrados. “A maioria dos meus alunos não sabiam nada e ensinei do zero. Em agosto, participamos com oito atletas de um campeonato e todos trouxeram medalhas. Já em outubro vamos participar de um novo campeonato e vamos levar 21 alunos para competir. O evento será no Rio Grande do Sul e estamos treinando muito para adquirir bons resultados”, acrescenta.

No dia 30 de novembro acontecerá um evento no ginásio da Fundação Municipal de Esportes (FME) de Criciúma e que terá diversos atletas internacionais. “Será um grande evento e teremos a oportunidade de divulgar ainda mais o esporte na região”, pontua.

Pais e atletas encantados com a modalidade

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A filha de Renata Anastácio participa da escola de patinação artística há sete meses e, desde então, a família vem percebendo as mudanças na pequena. “A Ana Carolina tem oito anos e sempre gostou de patinação artística por causa de uma série que ela assistia. Nós fizemos uma aula experimental e ela gostou bastante. Desde então, não saiu mais”, lembra.

Ana Carolina treina três vezes por semana e foi uma das atletas que competiram em agosto. Renata conta que foi um momento mágico. “Tinham 26 pessoas competindo na categoria dela e ela trouxe medalha, ficou em 5º. Foi muito bonito e mês que vem ela volta a competir. Notamos muitas mudanças nela desde que ela iniciou na patinação artística como física, comportamental e até mesmo na dedicação”, relata.

Renata comenta que os municípios precisam apoiar mais o esporte. “Esse esporte precisa mais de incentivos por parte dos municípios da região Sul. Um exemplo bem simples são os ginásios que as prefeituras poderiam emprestar para os alunos treinarem, são coisas simples. É necessário repensar nessas situações, pois temos grandes talentos aqui na região”, declara.

“Gosto bastante de participar da patinação artística. Quando entro em quadra não consigo pensar em mais nada. Sempre conto para minhas amigas e professoras na escola sobre essa modalidade. Vou para meu segundo campeonato no mês que vem e estou me dedicando muito para competir”, conta Ana Carolina.

Já Andressa Ghisi é mãe da Maria Laura, de 11 anos, e também nota diferença na filha. “Uma amiga nos indicou e viemos conhecer. Ela treina uma vez por semana durante duas horas. É um esporte que exige muita disciplina e isso é muito importante. Minha filha está bem motivada com a patinação artística”, explica.

Andressa afirma que o professor Pietro é bem rígido e isso faz com que os alunos se dediquem ainda mais. “Ele é bem dedicado com todos e já utilizo das falas dele para trazer exemplos que a vida também é assim e que nada é fácil. Minha filha tem mudado bastante em relação ao físico e também a sua disciplina”, comenta. “Esperamos que ela melhore todos os dias e que possa competir com os outros colegas. Estamos sempre na torcida”, acrescenta.

O único menino da turma

Jadina Ortmeyer e Jardel Amboni são pais do Lucas, de 8 anos. Os dois não escondem a alegria de ver o filho mais velho participar e se destacar na patinação artística. O pequeno já participa da modalidade há um ano e dois meses, e em agosto trouxe duas medalhas de sua primeira competição.

“Ele disputou duas provas, sendo uma solo e outra em dupla, as duas ele conquistou o primeiro lugar. Hoje, ele não treina apenas nas sextas-feiras e são duas horas por dia de treino. O Lucas participou de uma aula experimental e desde então se apaixonou pelo esporte, além da patinação, ele também treina xadrez”, conta Jadina.

A família é de Forquilhinha e ele treina na cidade duas vezes por semana e também realiza a modalidade em Criciúma e Içara. “Nós estamos sempre em função dos treinos dele e estamos visando o que ele gosta de fazer. Ele adquiriu muita responsabilidade ao longo dos treinos. É um esporte que precisa de muita determinação e ele possui”, explica Amboni.

Lucas conta que quer ser professor de patinação artística. “Gosto da modalidade, dos passos e das aulas. É muito legal quando entramos em quadra. Conquistei duas medalhas mês passado e isso despertou ainda mais minha vontade de competir. Espero evoluir ainda mais no esporte para me tornar um professor”, declara.

Mais que um esporte, um estilo de vida

Tássia Búrigo, de 37 anos, pratica patinação artística há um ano com o professor Pietro, mas conhece a modalidade desde adolescente. Ela conta que conheceu o projeto pelas redes sociais, realizou uma aula experimental e não parou mais. “Já vim para aula experimental sabendo que eu não ia mais largar a modalidade. É algo que liberta e faz muito bem para qualquer pessoa que pratica”, pontua.

Ela afirma que a patinação artística não é apenas um esporte e, sim, um estilo de vida. “Não me vejo mais sem a patinação. É um esporte que não tem idade para ser praticado. Todos os alunos são especiais e parceiros, sendo que aprendo todos os dias com eles, mesmo sendo mais velha”, conta.

Tássia ainda lembra que fisicamente também já notou mudanças em seu corpo e treina duas vezes por semana. “Atualmente, monitoro um grupo de alunos em Orleans e é algo muito gratificante. Não tenho todas as técnicas e conhecimento do Pietro, mas já consigo ajudar os pequenos”, relata.

Contato e redes sociais

Os interessados em realizar aulas de patinação artística poderão entrar em contato com Pietro pelo telefone (48) 9.9966-3730 ou pelas redes sociais.

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