Ligação entre Criciúma e Siderópolis
Pavimentação que não chega, problemas que se repetem; moradores cobram melhorias na rua Pietro Ferro
Apesar das reclamações, estrada não está na lista de pavimentação da prefeitura
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As péssimas condições da rua Pietro Ferro, no bairro Mina do Toco, que é uma das principais ligações entre Criciúma e Siderópolis, vem causando transtorno para os moradores. Buracos, lama, falta de escoamento da água e também de saneamento básico... essas são algumas das reclamações.
Mesmo sem condições de receber veículos pesados, a estrada é utilizada constantemente por caçambas carregadas de areia e pedra. No curto período em que a reportagem esteve no local, duas caçambas foram vistas cruzando a esburacada rua. “Sem contar que tem o ônibus escolar, que passa por aqui seis vezes por dia. Ainda tem o da linha municipal, que passa a noite. Algumas ruas aqui do bairro receberam pavimentação, e a nossa, mesmo com a reclamação, continua assim”, reclama a cabelereira Jerusiane de Souza Vieira, que mora há 20 anos no local.
A filha de Jerusiane, Ana Carla Vieira Gazzola, de 19 anos, conta que já procurou a prefeitura por meio reclamações em redes sociais. Não foi atendida. Do outro lado, que pertence a Siderópolis, mesmo sendo de chão batido, a situação é diferente. “Passou a ponte (divisa) já é Siderópolis e está bem melhor. O fluxo aqui é grande e o problema precisa ser resolvido, mas eles passam a máquina, na maioria das vezes sem material nenhum e na primeira chuva fica pior ainda”, lamenta.

A casa da família também vem sofrendo problemas em função do trânsito. Rachaduras na estrutura já apareceram, e pela segunda vez será consertada. “Às vezes 6h passam caminhões aqui e treme tudo, chega a assustar”, conta Jerusiane.
O policial militar Carlos Roberto de Oliveira e Silva mora há 13 anos no local. Já está cansado das mesmas reclamações e da falta de solução. “O lado de Criciúma é ruim de ponta a ponta. Quando chove é um caos por causa da lama. Quando faz sol é ruim por causa da poeira. E nas duas condições sofremos com os buracos na estrada”, explica.
Solução paliativa
Mesmo com todas as reclamações e com a importância estratégica da rua Pietro Ferro, não há previsão para que a pavimentação aconteça. Aliás, ela não está nem na lista de espera, que hoje é preenchida por 117 ruas da cidade.
A estimativa é que em Criciúma o número de ruas não pavimentadas chegue próximo de 900. Assim, a Pietro Ferro seguirá apenas recebendo o serviço de nivelamento e, em determinadas situações, a distribuição de saibro. “Já foi feita algumas vezes (melhoria), mas com o período de chuva as ruas de fato não estão boas. A pavimentação ali não está na programação. Ali é uma ligação importante, com transporte de caminhões e tudo, mas ainda não está na programação. Vamos fazer patrolamento e o nivelamento como melhorias”, explica a secretária de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana de Criciúma, Kátia Smielevski.

Já os problemas de esgoto a céu aberto e do mato tomando conta de terrenos baldios, a orientação da secretária é que os moradores façam fotos e denunciem os casos para a Vigilância Sanitária do município.



