Mês de conscientização da doença celíaca
Pelo menos 8 mil são celíacos em Criciúma e região
Segundo especialista, muitos ainda não sabem que possuem a doença
Por Redação Engeplus
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 1% da população sofra com doença celíaca. O número alerta para a importância de reforçar a conscientização sobre a patologia. O tema é reforçado em Maio, por conta do dia do celíaco, celebrado mundialmente no dia 16. “Na nossa região, acredito que já está beirando 1,7 a 2%. Ou seja, de 400 mil habitantes do entorno, pelo menos 8 mil são celíacos. Esse número não bate com o que identificamos nos consultórios médicos, o que significa que muitos nem sabem que a tem”, pontua o Gastroenterologista Alexandre Faraco.
Impacto no cotidiano
Uma dos maiores impasses da doença, segundo o médico, é impacto social. “Diminui consideravelmente o convívio social desse paciente por conta da limitação alimentar. Outro ponto é que as pessoas têm dificuldade de aceitar e entender a doença e, por isso, insistem para o celíaco provar algo. Outros acham que é frescura”, elenca ele.
Sintomas
Tudo começa quando o celíaco ingere o glúten – derivado do trigo - o qual desencadeia um processo inflamatório que pode acarretar uma série de sintomas. “Há a doença em sua forma clássica, que se manifesta na infância e outra que se manifesta mais em adultos. Os principais sintomas são distensão abdominal, dor, diarreia e enxaqueca. É também comum o surgimento recorrente de aftas recorrente, pois quando o glúten entra em contato com a boca já gera uma inflamação”, comenta.
O médico alerta para as diferenças entre cada forma da doença. “Na forma adulta, não são tão exuberantes os sintomas. Mesmo assim, sintomas como infertilidade, osteoporose, artrite, tireoidite e até câncer do trato digestivo, principalmente linfoma, podem surgir. Na forma clássica, pode ter sintomas extradigestivos, como anemia, perda de peso e dificuldade de crescimento”, detalha.
E reforça, ainda, algo inusitado: há pessoas que simplesmente não manifestam nenhum sintoma, mas possuem a patologia. “O pior paciente é o que não traz sintomas, e então é muito pior para fazer dieta. Há também a alergia ao glúten. Esse caso é bem severo, pois a pessoa não pode entrar em uma padaria que já começa a inchar e se coçar”, revela ele.
Tratamento
O médico aposta que em 10 anos haja algum medicamento eficaz contra a doença, enquanto isso só há um caminho para o tratamento de celíacos. “Dieta, não tem outro jeito. Existem medicamentos em estudos. Na Itália estão, inclusive, desenvolvendo um trigo sem glúten, mas é só apuração. Nos Estados Unidos, há um medicamento bem conhecido do mercado brasileiro, mas não funciona, a ideia era quebrar a proteína do glúten, mas não consegue”, afirma ele.



