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Pelo segundo dia seguido, Criciúma amanhece sem ônibus

Atualizada às 9h38min/Motoristas e cobradores estão parados desde as 14 horas da última segunda-feira

Por Redação Engeplus

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Foto: Douglas Saviato

Atualizada às 9h38min/ Criciúma amanheceu sem ônibus pelo segundo dia consecutivo. Pouco antes das 7 horas, duas funcionárias que atuam na limpeza chegaram ao Terminal Central. Os terminais urbanos dos bairros Próspera e Universitário também estão vazios. A Autarquia de Segurança, Trânsito e Transportes de Criciúma (ASTC) colocou faixas na subida das duas escadas rolantes do Terminal Central como forma de avisar aos suários do transporte coletivo que a greve continua. Motoristas e cobradores estão parados desde a última segunda-feira, às 14 horas, quando o movimento para o reajuste salarial iniciou.

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Na tarde dessa terça-feira, a mobilização ganhou força. A categoria impediu que os ônibus que realizam o trajeto intermunicipal saíssem do Terminal Rodoviário da cidade. São liberados apenas as linhas interestaduais, pois a greve e possíveis negociações compreendem apenas os trabalhadores da Associação de Municípios da Região Carbonífera (Amrec).

Mesmo com o impedimento das linhas intermunicipais nessa terça-feira, pouco depois das 7 horas desta quarta-feira, alguns ônibus chegaram ao Terminal Rodoviário. No entanto, o comando da greve impediu que estas linhas saíssem do local. Neste momento, os grevistas estão nos fundos do terminal e pedem que os motoristas paralisem as atividades e estacionem os veículos.

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Parte da categoria continua na frente da garagem da empresa Expresso Coletivo Forquilhinha, na rua Giacomo Sônego Neto, no bairro Pinheirinho. Aproximadamente 50 pessoas estão no local. A categoria permaneceu mobilizada durante a madrugada. No bairro Próspera, cerca de 20 profissionais estão em frente da empresa Critur. Nessa terça-feira, a residência de um motorista no bairro HG foi alvo de disparos de arma de fogo. Uma viatura da Polícia Militar fez rondas pelo local do imóvel. Já outro motorista foi ameaçado de morte. Ambos os profissionais farão um Boletim de Ocorrências (B.O) nesta manhã. Ainda não há previsão do retorno das linhas dos ônibus no município.

Movimento e prejuízo – A falta de linhas nos três terminais urbanos da cidade reflete nas ruas de Criciúma. Neste início de manhã, muitos carros transitam pela principal via de Criciúma, a avenida Centenário, o que requer atenção dos motoristas. Os lojistas que concentram estabelecimentos nos túneis do Terminal Central já sentem a queda no movimento. Conforme o proprietário de uma lanchonete, Claison Marques, o movimento caiu em 70%. "Só passa aqui quem trabalha nas lojas. É um movimento justo, mas atrapalha todos", afirma.

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