...Pendurei para
...Pendurei para ter certeza que ela não sobreviveria
Por Redação Engeplus
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Após consumir bebida e cocaína, D.N.B, de 24 anos, estuprou, matou e pendurou Kenifer Maria de Jesus Guimarães, de sete anos, num alambrado de um campo de futebol, no bairro Floresta II, no dia 1º de maio. Trabalhador de uma mineradora, hoje pela manhã, ele foi apresentando à imprensa.
A versão do criminoso
O acusado, preso no final da tarde de ontem, foi interrogado e confessou o crime dando detalhes. “Ele disse que foi numa festa do trabalhador na empresa e lá ingeriu grande quantidade de bebida. Também consumiu cocaína. Na volta para casa cortou caminho pelo Floresta II, parou a moto e reconheceu a menina”, revelou Vitor Bianco Júnior, delegado da Central de Polícia de Criciúma. Neste momento ele disse que a mãe de Kenifer estava chamando e ela, inocentemente, acreditou nas palavras do filho dos vizinhos de quem frequentava a casa, e subiu na moto.
A barbárie
Após levar ela para as proximidades do campo, tirou suas roupas. A menina tentou gritar, mas ele colocou as mãos em sua boca, estuprou e matou. Questionado pelo Portal Engeplus sobre o motivo de tanta crueldade e ainda pendurar a vítima: "Para ter certeza que ela não sobreviveria", afirmou Vitor descrevendo o interrogatório. Em seguida, o assassino voltou para sua casa, distante 4 quilômetros da residência da menina, e saiu para beber com o sogro. “Ele não contou nada para ninguém. Sua mulher, com quem tem um menino de cinco anos, contou em depoimento que nunca percebeu nada diferente no marido. A única alteração sentida foi o fato de ele beber ainda mais", revelou o delegado.
A investigação
Desde o dia 1º de maio, o caso Kenifer, tornou- se prioridade da Central de Polícia de Criciúma. A grande pressão da mídia e o vazamento de informações que podiam atrapalhar os trabalhos fizeram com que a polícia adotasse o silêncio. Após ouvir testemunhas, receber ligações, após o assassinato, a polícia iniciou o cerco ao criminoso. Um total de 12 pessoas fizeram coleta de material para comparar com o recolhido na menina após o estupro. “Um gene paterno coincidente com o corpo da vítima foi encontrado num deles”, explica Vitor.
O cerco foi fechando, pois neste momento a polícia descobriu, que seria um parente do suspeito inicial. Agentes da Central direcionaram os trabalhos. A moto, a proximidade da família do assassino com Kenifer que sempre brincava com o filho dele fez com que todo o direcionamento fosse para D.
“Não podíamos colocar um inocente na cadeia. Trabalhamos com cautela e responsabilidade. Contra-prova dos exames de DNA foram solicitadas". Ontem às 13 horas a polícia de Criciúma recebeu a certeza do exame laboratorial. A prisão preventiva do acusado foi pedida e às 16 horas ele foi detido em seu local de trabalho.
Presídio é mantido em sigilo
Levado à Central de Polícia, diante da comprovação de DNA, confessou o crime. Para resguardar a vida do preso, sob responsabilidade do Departamento Prisional do Estado, o delegado entrou em contato com um presídio de segurança, para onde ele será levado. Durante a coletiva o Secretário de Segurança Pública, André Mendes da Silveira, parabenizou o trabalho da polícia realizado em parceria com a perícia.
(Fotos: Ariadne Niero / Engeplus)



