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Perturbação do sossego na saída de boates é assunto debatido no Legislativo criciumense

O maior número de ocorrências no município é relacionado a esse tipo de ocorrência

Por Jessica Rosso Crepaldi

3 min de leitura

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Foto: Gabriel Mendes

A saída de duas baladas nas madrugadas de quintas e sextas-feiras na Rua Araranguá, região Central de Criciúma, tem perturbado o sossego de residentes próximos aos locais. Uma das moradoras, a advogada Gisele Cecconi, compareceu no Legislativo criciumense nesta semana, representando os demais moradores e contou sobre a situação.

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"O evento em si a gente não escuta nada, porque o acústico deles é muito bem feito, o que venho pedir e mostrar através dos vídeos que acabei filmando nas madrugadas, é quando eles [os frequentadores] saem da balada. Acontece praticamente um carnaval", disse.

Gisele é moradora no local desde junho de 2020, e explicou que a polícia passa frequentemente na localidade, e que inclusive já chegou a chamar a Polícia Militar dez vezes em apenas uma noite. Entretanto sempre que a guarnição chega, o barulho para de imediato, e depois volta a ocorrer." Eles levam caixas de som, são carros com som muito alto, cornetas, trompetes, eles tem um carro que passa fazendo um estouro gigante e acorda todo mundo", afirmou.

A advogada citou ainda que uma das moradoras do mesmo prédio em que reside é avó de um autista, e que sempre que há a perturbação do sussego, afeta-o diretamente. “Quando isso acontece dá para ouvir do meu apartamento que o menino começa a gritar. Muitas vezes ele começa a jogar as panelas no chão", ressaltou. O pedido é para que haja uma conscientização para que na saída das boates não ocorra a perturbação de sossego.

O maior número de ocorrências no município é relacionado à perturbação de sossego. A afirmação foi feita pelo subcomandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, major Alberto Cardoso Cichella, que também esteve no Legislativo, conversando com os parlamentares.

"Chegamos a ter em torno de 70% de ocorrências de perturbação nos fins de semana. O nosso procedimento padrão é primeiramente determina que haja uma mediação, então a gente chega até o local e busca tentar se há uma mediação. Neste caso é um caso bastante grave e difícil de constatação, de verificar quem é a vítima e quem é o agente da perturbação, e quando a viatura é deslocada para esse tipo de ocorrência os outros tipos de ocorrências, como por exemplo, o furto, que é um dos problemas que começa a crescer em Criciúma, ou roubos, deixam de ser atendidos", pontuou o militar.

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Uma lei será protocolada no Legislativo tratando sobre a colocação de informativos sobre vigências no município, que em caso de desacato, resultam em prisão e multa. A informação foi trazida pelo vereador Salésio Lima, que levou a pauta para a Câmara, através da presença dos convidados na Tribuna Livre. "Fui procurado por alguns moradores e também pela Dr Gisela. O limite do horário estrapola nas madrugadas", afirmou.

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"Vamos fazer um trabalho pontual na busca de tentar identificar, principalmente esses veículos, que estão alí com estouro e som, e também vamos buscar de uma forma ou de outra, e aí é importante a Casa do povo [Câmara de Vereadores] pensar em forma alternativas de conscientização para que diminua esse número de ocorrências de perturbação"

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subcomandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, major Alberto Cardoso Cichella

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