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Pesquisa aponta falta de investimento em tecnologias no setor metal mecânico

Análise foi feita nos municípios do Sul de Santa Catarina pelo Ipese, instituto da Unesc

Por Redação Engeplus

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Foto: Douglas Saviato

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Socioeconômicas (Ipese) da Unesc durante os meses de setembro e outubro de 2013 apontou que 82% dos metalúrgicos do Sul de Santa Catarina acreditam que existe a necessidade de investimento em tecnologias no setor metal mecânico da região. A análise foi solicitada pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e Região (Sinmetal) para, segundo o presidente do sindicato, Francisco Pedro dos Santos, verificar a necessidade de capacitação e percepção dos funcionários em relação ao nível de tecnologia da indústria local.

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O diretor do Sinmetal, Oderi Gomes, conta que 62% dos trabalhadores do setor na região têm até 30 anos. Depois, até 85% têm até 40 anos. Isso, segundo ele, é um ponto positivo e ajuda a demonstrar que o investimento em tecnologias no setor é algo essencial nos dias de hoje. “Mesmo os trabalhadores que já estão em idades avançadas estão se adaptando. Além disso, o trabalho artesanal nunca deixará de ser feito. Ele apenas terá uma frequência menor. A indústria não será totalmente automatizada. É preciso, no entanto, pensar que a maioria dos profissionais que estão se formando querem crescer”, avalia Gomes.

Gomes defende a criação de um centro de tecnologia de referência na região Sul de SC, como forma de utilizar as escolas de formação técnicas como Satc, Unesc, IFSC, SENAI e Bairro da Juventude. “Uma forma para a expansão e desenvolvimento desse centro seria a criação d uma incubadora e um condomínio: na incubadora as escolas se uniriam para desenvolver novas tecnologias e, nos condomínios os jovens que se formam teriam espaço para criar, inovar, despertarem o seu lado cientistas sem precisar se deslocar para outras regiões”.

Para o sindicalista essa duas ferramentas poderão favorecer os demais setores econômicos da região e seus trabalhadores. “Por exemplo, com uma tecnologia moderna seria possível evitar doenças no setor da alimentação, como nos frigoríficos, que retém um dos maiores índices de doenças osteomusculares do país”, comenta Gomes.

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Segundo José Alvaro de Lima Cardoso, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-SC), o perfil do metalúrgico está em constante mudança, e a resistência à tecnologia já está quase extinta. “O apelo social ao conhecimento e à tecnologia está em crescimento. Não é um movimento, é uma mudança de cultura. O próprio sindicato está levantando esse pedido por investimento em tecnologias”, explica.

Pesquisa - Na média total dos municípios pesquisados, a maioria dos trabalhadores - 61,46% - têm o ensino médio completo; 37,58% possuem o ensino médio incompleto e 0,96% não responderam. Para Cardoso, a pesquisa representa apenas uma fotografia de determinado momento. “Certamente o nível de formação profissional destes trabalhadores evoluiu nos últimos anos, em função de uma série de fenômenos que se desenvolveram em Santa Catarina e no Brasil, dentre os quais, o apelo pela formação profissional e maiores oportunidades de formação gratuita”, observa.

No total, a mostra da pesquisa foi efetuada com 1.147 trabalhadores, distribuídas em 17 metalúrgicas dentro de um universo de 10 mil trabalhadores, em 30 municípios de base da entidade. O questionário foi aplicado nas empresas das seguintes cidades: Criciúma, Araranguá, Nova Veneza, Içara Urussanga, Orleans, Siderópolis e Morro da Fumaça.

Colaboração: Maristela Benedet/Comunicação Sinmetal

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