Meio ambiente
Pinguim é encontrado no bairro Renascer
Famcri emite nota com recomendações à quem encontrar animais silvestres
Por Redação Engeplus
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No último fim de semana a Fundação de Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) recebeu uma chamada, informando que um morador encontrou um pinguim em uma das ruas do Bairro Renascer, em Criciúma. Por estar longe do seu habitat natural, o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Florianópolis.
Conforme informações da fundação, todos os anos entre o outono e o inverno inúmeros pinguins se deslocam para o norte em busca de alimento. Muitos deles chegam exaustos ao litoral catarinense, podendo morrer nas praias. Outros acabam interagindo com atividades humanas, como a pesca ou se contaminando com petróleo ou seus derivados no próprio oceano.
Nesse sentido é importantíssimo que a população compreenda e saiba discernir quais animais precisam ser retirados do ambiente natural e quais não precisam. O animal só deve ser retirado da praia após avaliação de um profissional qualificado e se apresentar algum dano possivelmente causado por ação antrópica: lesões externas, vestígios de óleo na plumagem, presos em redes de pesca. Caso contrário, não se deve interferir no ciclo de vida do animal e no processo de seleção natural.
Vale lembrar que, é considerado crime ambiental, a posse, apanha, transporte, guarda de animal da fauna silvestre sem permissão, licença ou autorização da autoridade competente passível de multa e detenção, conforme Lei Federal 9.605/1998 e Decreto Federal 6.514/2008.
Se você encontrar um animal destes vivo é importante seguir algumas recomendações. Veja a seguir:
• Manter distância mínima de cinco metros e evitar aglomerações em volta do animal, pois isto causa grande estresse e impossibilita que o animal descanse;
• Nunca alimentá-los, pois caso o animal esteja desidratado poderá levá-lo a óbito;
• Jamais tentar recolocar um animal de volta ao mar, ele voltará sozinho assim que se sentir bem;
• Nunca tentar retirá-los da praia ou transportá-los sem avaliação de profissionais qualificados (biólogos e veterinários) em fauna marinha;
• Jamais levá-los para sua residência, pois, além de ser considerado crime ambiental, prejudica o retorno do animal ao seu habitat;
• Respeitar a rotina de vida das espécies que utilizam a praia para descanso;
• Não coloque o animal em local frio (no gelo, geladeira, freezer etc..) sua temperatura corporal é perto dos 39 graus, eles suportam o frio graças à camada de gordura e à impermeabilização das suas penas, mas em situação de fragilidade precisam estar num ambiente aquecido;
• Avisar as autoridades competentes (Polícia Ambiental) e, sempre que possível, realizar registro fotográfico para facilitar a avaliação dos biólogos e veterinários quanto a real necessidade de resgate.



