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Polêmica da antena de celular: Comdema, moradores e ambientalistas debatem o assunto

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Douglas Saviato

O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), colocou em pauta na manhã desta quinta-feira, no Centro de Educação Ambiental no Parque Natural Municipal do Morro do Céu, a polêmica em torno de uma antena de telefonia celular instalada em cima do prédio Terra Cota, no bairro Pio Correa, em Criciúma.
Na sessão ordinária que acontece todas as primeiras quintas-feiras de cada mês, conselheiros moradores do bairro e estudiosos da área do meio ambiente estiveram presentes.

A Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) vai fazer um termo de referência no qual vai constar tudo o que é necessário para comprovar ou não os efeitos da radiação telefônica. Também vai constar o que o pesquisador terá que cumprir para realizar o estudo. “O termo de referência será apresentado na próxima sessão ordinária, na primeira quinta-feira de novembro. Temos até R$ 42 mil para ser aplicado neste estudo”, explica o presidente da Famcri, Giovano Izidoro.

Durante a sessão, houve divergências entre conselheiros do Codema, estudiosos da área ambiental e moradores do bairro. Conforme a presidente do bairro, Jalma Torres, para que se faça o estudo sobre os impactos da antena de telefonia celular é preciso alguém capacitado da área de biofísica médica. “É preciso que um biofísico realize o estudo, alguém que entenda o ser vivo. Estão colocando antenas sem consultar a população, eles têm que ter obrigação de nos consultar, tem muita gente adoentada, estressada e estudos da Alemanha recentes que compravam as consequências da radiação provocada pela antena telefônica”, ressalta Jalma.

De acordo com um dos conselheiros, Mário Henrique Soratto, já existe uma lei municipal que estabelece uma distância entre antenas e residências, e quando ela foi colocada em pauta na Câmara de Vereadores de Criciúma, a população não compareceu para se manifestar. Jalma contestou. “Um vereador de Criciúma multiplicou a distância da antena por dez. De 300 metros de distância que era estabelecida entre escolas e hospitais, por exemplo, passou para 30 metros e isso sem consultar a população. Não foi público, foi na surdina, ninguém sabia de nada”, afirma.

A estudiosa ambiental que realiza estudos na área há dez anos, Léia Giassi, fez um questionamento durante a sessão. “Por que no Brasil não são aceitos estudos internacionais. Durante anos, estudos compravam danos lá fora e será gasto mais dinheiro aqui para estudar o que já foi estudado”, questiona. “Quero saber por que a empresa que procura os prédios para instalar suas antenas só mostram o estudo deles, a outra parte não é mostrada e por que depois que o consumidor se arrepende do produto ele não pode devolvê-lo, se o código do consumidor diz que eu posso devolver meu produto em até 30 dias após a aquisição e a antena depois de uma semana não”, destaca Léia.

De acordo com o também ambientalista Zeca Virtuoso, o profissional que realizar o estudo não pode ter nenhum contato com a empresa. Deve ser isenta. “Ele tem que ser independente, o pesquisador não pode ter qualquer vínculo com a empresa. Em segundo lugar, o pesquisador tem que ter um currículo de pesquisa que coloque o profissional apto a realizar este estudo, que venha ao encontro da realidade dos efeitos colaterais que a antena provoca", ressalta.

Segundo Léia, no Brasil existem apenas três biomédicos, profissionais capacitados de realizar este estudo. “Um engenheiro eletricista é um ótimo profissional, mas não tem conhecimento do sistema biológico do ser humano, do que a radiação provoca no ser humano. O professor doutor Nestor Mendes é um destes três profissionais do Brasil, ele já deu aula na Unesc e agora está em Brasília”, pontua a ambientalista.

Izidoro garantiu que será contratada uma pessoa isenta. “Vamos contratar aquele que atenda o que nós queremos, sem ter vínculo com ONGs ou empresas. Temos dois profissionais que podem assumir este estudo além do Nestor temos João Pedro Bastos”, destaca Giovano.

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