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Polícia Civil abre inquérito para investigar denúncia de racismo feita pelo goleiro Caíque

Suspeito prestou depoimento, mas foi liberado por falta de provas

Por Thiago Hockmüller

4 min de leitura

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Foto: Celso da Luz/Criciúma

A Polícia Civil abriu investigação para apurar a denúncia de racismo feita pelo goleiro Caíque, do Criciúma, após a partida contra o Brusque. O inquérito policial será conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia de Brusque, que tem como titular o delegado Odair Rogério Sobreira Xavier.

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O torcedor do Brusque, acusado de ter chamado o jogador do Criciúma de “macaco”, prestou depoimento, mas foi liberado após a Polícia Civil não efetuar a prisão em flagrante. Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, dia 10, o delegado explicou a decisão.

“A Polícia Civil esclarece que, após a análise preliminar dos fatos e registro do boletim de ocorrência, optou-se por não efetuar a prisão em flagrante do suspeito, uma vez que a lei prevê a necessidade de elementos probatórios claros e robustos que justifiquem essa medida de urgência. No caso em questão, diante da divergência dos relatos e da ausência de outros elementos de provas, como a ausência de testemunhas e a própria súmula do jogo, optou-se pela instauração de um inquérito policial para a devida apuração dos fatos”.

A denúncia foi feita pelo goleiro após o empate em 1 a 1 com o Brusque. Em um vídeo publicado pelo portal O Município, o jogador aparece discutindo com torcedores do time da casa quando percebe a ofensa. Ele comunica o fato ao árbitro Gustavo Ervino Bauermann, que relatou o caso em súmula. O jogador prestou depoimento na Delegacia de Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência.

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“O inquérito policial foi formalmente instaurado na 1ª Delegacia de Polícia de Brusque, onde todas as provas serão analisadas, testemunhas serão ouvidas e eventuais imagens de câmeras de segurança serão requisitadas para elucidar a ocorrência. Caso a investigação confirme a prática do crime, o suspeito será devidamente indiciado e o inquérito policial encaminhado para prosseguimento pelo Ministério Público e Poder Judiciário, podendo ser condenado a uma pena de 2 a 5 anos de prisão e multa”, informou a Polícia Civil.

Ao portal O Município, o torcedor acusado disse que xingou o goleiro do Criciúma, porém não cometeu injúria racial. “Deus está vendo o que ele acredita ter ouvido. Se alguém o chamou, não fui eu, e também não escutei ninguém falando. Quem provocou toda a confusão foi ele mesmo”, afirmou. Confira a entrevista clicando aqui.

Leia na íntegra a nota da Polícia Civil:

A Polícia Civil de Santa Catarina informa que, em relação aos fatos ocorridos no último dia 8 de fevereiro de 2025, durante a partida entre Brusque e Criciúma, no estádio localizado na avenida Lauro Müller, no município de Brusque, foi instaurado um inquérito policial para apurar a suposta prática do crime de injúria racial, previsto na lei que define os crimes de racismo e preconceito.

No momento da ocorrência, a guarnição da Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência de injúria racial feita por um torcedor contra o goleiro da equipe do Criciúma, Caique Luiz Santos da Purificação.

Segundo relato do jogador, ele teria sido chamado de “macaco” pelo torcedor do Brusque presente no estádio. A guarnição conduziu os envolvidos até a Polícia Civil para melhor análise dos fatos e os devidos procedimentos.

A Polícia Civil esclarece que, após a análise preliminar dos fatos e registro do boletim de ocorrência, optou-se por não efetuar a prisão em flagrante do suspeito, uma vez que a lei prevê a necessidade de elementos probatórios claros e robustos que justifiquem essa medida de urgência.

No caso em questão, diante da divergência dos relatos e da ausência de outros elementos de provas, como a ausência de testemunhas e a própria súmula do jogo, optou-se pela instauração de um inquérito policial para a devida apuração dos fatos.

O inquérito policial foi formalmente instaurado na 1ª Delegacia de Polícia de Brusque, onde todas as provas serão analisadas, testemunhas serão ouvidas e eventuais imagens de câmeras de segurança serão requisitadas para elucidar a ocorrência.

Caso a investigação confirme a prática do crime, o suspeito será devidamente indiciado e o inquérito policial encaminhado para prosseguimento pelo Ministério Público e Poder Judiciário, podendo ser condenado a uma pena de 2 a 5 anos de prisão e multa.

A Polícia Civil reforça seu compromisso com a apuração rigorosa dos fatos, garantindo que sejam esclarecidos com isonomia e o devido respeito aos parâmetros legais.

Brusque, 10 de fevereiro de 2025.

Atenciosamente,

Odair Rogério Sobreira Xavier

Delegado de polícia

Titular da 1ª Delegacia de Polícia de Brusque

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