Polícia Civil conclui investigação sobre morte de adolescente atropelado em Treviso
Motorista responderá em liberdade por homicídio culposo


A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte de Eder Luiz Brol Filho. O adolescente, de 13 anos, foi atropelado por um carro Chevrolet Celta na SC-446, em setembro de 2025. O motorista fugiu do local após o acidente, mas foi localizado e preso horas depois. Ele foi liberado do Presídio Regional de Criciúma no dia seguinte, sem pagamento de fiança.
Segundo o delegado Fernando Possamai, o condutor foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículo automotor e responderá ao processo em liberdade. “É muito difícil ele ir para a prisão, já que não tem antecedentes criminais. Acredito que a pena máxima deve ser de até quatro anos”, explicou ao Portal Engeplus.
Possamai também afirmou que a investigação não conseguiu comprovar se o motorista usava o celular no momento da colisão. “Essa prática seria como uma embriaguez, uma desatenção grave no trânsito. Mas é uma prova muito difícil de produzir, mesmo com acesso ao aparelho. Não encontramos elementos suficientes, e o motorista não admitiu estar ao telefone em nenhum momento”, acrescentou.
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O motorista, de 25 anos, é natural do Pará e teria deixado Criciúma nos últimos meses, segundo o pai da vítima. No entanto, de acordo com o delegado, isso não interfere no andamento do processo. “Mesmo que ele tenha saído da cidade, isso não configura outro delito. Não existe nenhuma ordem ou restrição que o impeça de mudar de endereço ou deixar a região desde que devidamente comunicado ao Juízo Criminal”, pontuou.
Agora, o motorista aguarda julgamento e deverá ser chamado para apresentar defesa e responder ao processo em liberdade. A expectativa é que a ação tenha duração de pelo menos seis meses.
Sobre o atropelamento
Eder Luiz Brol Filho morreu no dia 30 de setembro de 2025. O acidente ocorreu na SC-446, em Treviso. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), testemunhas relataram que o motorista usava o celular no momento em que invadiu o acostamento da rodovia estadual e atingiu o adolescente.
Após o atropelamento, ele abandonou o veículo e fugiu a pé para uma área de mata. O homem foi localizado e preso duas horas depois.
No entanto, a Justiça autorizou a soltura dele no dia seguinte, mediante o pagamento de R$ 18,2 mil. O motorista conseguiu, por meio de um habeas corpus impetrado pela defesa, deixar o sistema prisional sem precisar pagar a fiança.

Pai relata momento do acidente
Brol relatou, anteriormente, que o filho realizava o mesmo trajeto há três anos. “Eu estava a 50 metros do ponto onde Eder desembarcou do ônibus. Ele veio na minha direção pelo acostamento e o carro foi se aproximando dele aos poucos. Quando percebi o perigo comecei a gesticular, meu filho não entendeu e continuou caminhando. Ele atropelou Eder e o arrastou por aproximadamente 40 metros”, detalhou.
Após a colisão, Brol encontrou o filho já sem vida. “Corri desesperado acreditando que ele estaria machucado. Quando me ajoelhei na frente dele, ele estava com a cabeça arrancada do pescoço. É uma cena que não quero ver nunca mais, eu não conseguia nem raciocinar. Vi muitos policiais com lágrimas nos olhos, pois foi algo muito forte”, destacou o pai.
O motorista saiu do veículo após a colisão, mas acabou fugindo do local. “O rapaz desceu do carro com o celular na mão e eu falei: ‘Você matou meu filho’. Nesse momento, o cara saiu correndo e fugiu”, finalizou.

































