Sul do Estado
Polícia Civil e MP deflagram operação Seival
Nesta terça-feira, 76 ordens judiciais estão sendo cumpridas na região de Laguna
Por Redação Engeplus
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Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram a operação Seival. Ao todo, 76 ordens judiciais, sendo sete prisões preventivas, seis prisões temporárias, 25 mandados de condução coercitiva e 38 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridas na região de Laguna. As ações fazem parte da investigação de três Inquéritos Policiais.
De acordo com a Polícia Civil, no primeiro Inquérito Policial, apurou-se que um grupo de empresários frustraram o caráter competitivo de duas licitações, mediante ajuste prévio dos preços ofertados. As investigações apontaram que existe uma organização criminosa em Laguna, que atua na área de licitações, especificamente, na realização de obras e fornecimento de materiais, e que possui entre os seus integrantes, um vereador da cidade, que foi licenciado do cargo para exercer a função de secretário municipal.
Ainda segundo a Polícia Civil, durante o exercício do cargo de secretário municipal, o vereador que teve sua campanha financiada pela organização criminosa, praticou atos ilícitos para atender exclusivamente interesses privados em detrimento do interesse público, inclusive articulou para obter licitações em benefício do grupo, bem como intermediou junto à Secretária da Fazenda para liberação de dinheiro após a realização de obras ou serviços.
Há indicativos que um dos empresários do grupo criminoso, teria sido beneficiado com o recebimento de valores da prefeitura, referente ao fornecimento de materiais de construção para a Secretária de Obras por meio de um decreto emergencial em razão das chuvas ocorridas em dezembro de 2016. A intermediação desse pagamento, se deu pelo vereador citado e pertencente ao grupo criminoso, que à época era secretário municipal.
No segundo Inquérito Policial, apurou-se que esse mesmo vereador, no período que atuou como secretário municipal, fraudou um certame de sua pasta. Segundo as investigações, o investigado não apenas ordenou para que seus subordinados aprovassem os candidatos por ele indicados, como, também, vazou informações sigilosas, a fim de garantir suas respectivas aprovações.
Os candidatos beneficiados já possuíam prévio vínculo com a secretaria ou com o então titular da pasta, tendo sido aprovados em uma avaliação prática bastante obscura, sendo que sequer atendiam os requisitos mínimos para o exercício do cargo.
Já o terceiro Inquérito, teve início com uma denúncia anônima da população, que observava as constantes fraudes que ocorriam no município. Com base nas investigações, foi possível comprovar os constantes desvios de materiais, que deveriam ser utilizados na reforma de um colégio local, para uma obra particular de um influente agente político da cidade.
Além disso, com o desenrolar das investigações, diversos outros delitos foram descobertos, sendo que, todos eles, possuem envolvimento de políticos locais, os quais agiam na surdina e mediante recebimento de propina para beneficiar alguns amigos ou funcionários, sempre em detrimento da administração pública lagunense.
Colaboração: Comunicação Polícia Civil SC



