Polícia Civil revela detalhes do latrocínio contra o delegado Vargas; dois suspeitos seguem procurados

Crime aconteceu na noite de sexta-feira, no bairro Capão Bonito

Polícia Civil revela detalhes do latrocínio contra o delegado Vargas; dois suspeitos seguem procurados
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

A Polícia Civil ainda procura por pelo menos dois criminosos envolvidos no latrocínio contra o delegado José Tadeu Vargas dos Santos, ocorrido na noite de sexta-feira, dia 6, em Criciúma. Até o momento, quatro pessoas foram detidas, sendo dois homens envolvidos diretamente no crime - eles confessaram a participação e responderão por latrocínio. A investigação está sob comando do delegado Yuri Miqueluzzi, da Divisão de Repressão a Roubos (DRR) da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma.

Ao lado do delegado Regional de Polícia Civil, Vitor Bianco Júnior, Miqueluzzi deu detalhes de como o crime ocorreu e apontou os primeiros resultados da investigação. Até o momento estão presos um homem de 31 anos, natural do Paraná, e um de 25 anos, natural de Criciúma.

“Conseguimos identificar e capturar quatro pessoas envolvidas neste crime. Duas foram autuadas em flagrante pelo crime de latrocínio, ou seja, estavam presentes no local e participaram ativamente, executaram o crime e a investigação apontou a participação deles neste episódio. Então os autores foram identificados, com elementos muito concretos, e autuados em flagrante. Os outros dois estavam auxiliando a fuga destes agentes”, explicou o delegado.

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Miqueluzzi não revelou se os outros dois envolvidos diretamente no latrocínio já foram identificados. Ainda conforme o inquérito, o criciumense envolvido no latrocínio não possui ficha criminal, mas já vinha sendo apontado como participante em outros delitos ocorridos em Criciúma. Já o paranaense é o principal suspeito de ter desferido o tiro que acertou o delegado Vargas.

“Os dois são amigos há algum tempo e trabalham na mesma atividade, um deles, o paranaense, tem histórico com tráfico de drogas e crimes patrimoniais. O outro sem histórico, mas já tinha monitoramento indicando a participação em crimes recentes. Informações preliminares indicam que aparentemente o rapaz de Criciúma participou, mas quem realizou o disparo foi o do Paraná”, explicou Miqueluzzi.

O crime

De forma heroica, com três criminosos armados, o delegado Vargas não se subjugou. Era uma pessoa com sangue de polícia e naquele momento fez a defesa das pessoas que estavam lá. Houve diversos disparos contra o delegado, aparentemente todos efetuaram disparos. Não foi um tiro de susto, foi direcionado para acertar, para que eles pudessem ter sucesso na empreitada criminosa.

delegado Yuri Miqueluzzi, da Divisão de Repressão a Roubos
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Após uma série de desdobramentos, a Polícia Civil conseguiu refazer a cena do crime ocorrido no bairro Capão Bonito. De acordo com a investigação, quatro suspeitos chegaram no bar em um veículo Fiat Argo. Três deles, em posse de arma de fogo, desceram do veículo e anunciaram o roubo.

“A intenção era realizar o roubo em um bar. Anunciaram o roubo e no local havia o proprietário e um dos clientes era o delegado Vargas. Quando ele percebeu a ação, realizou ações para tentar impedir a consumação do roubo. Ele estava armado, sacou a arma, houve trocas de tiros e o delegado fez disparos, os autores também e o delegado foi atingido com um disparo na região abdominal. Foi removido rapidamente ao hospital. Os três voltaram para o veículo e um deles não conseguiu retornar para o carro”, explicou o delegado.

O suspeito que não conseguiu fugir no carro é o paranaense, que foi o primeiro a ser capturado. Ele foi encontrado no bairro Santa Luzia, na casa do irmão. Ele também é o suspeito de ter roubado a arma do delegado antes da fuga.

"Ele se embrenhou no mato. As buscas foram realizadas na região de mata densa e sem iluminação. Pela dificuldade, não foi possível encontrá-lo. Iniciaram outras diligências e chegamos ao informe que pela manhã uma pessoa teria saído do mato. Identificamos com técnicas investigativas e ele foi localizado. A partir deste vínculo foi localizado um segundo autor na companhia de duas pessoas que estavam auxiliando”, explicou Miqueluzzi.

Desdobramentos

A investigação terá prosseguimento, sob coordenação do delegado Miqueluzzi. O próximo passo é localizar os outros dois criminosos que participaram diretamente do latrocínio e também identificar se mais pessoas possuem participação. O delegado agradeceu a mobilização das forças de segurança da Polícia Civil, Militar e Científica, além de outros órgãos que auxiliaram com informações de inteligência.

"Agradecemos aos integrantes da Polícia Civil que puderam vir, os que se mostraram prontos para vir, mas não conseguiram ou que não foi necessária a presença. Também é importante registrar a integração com outros órgãos. A Polícia Militar se mostrou disponível para ajudar a Polícia Civil, a Polícia Científica com peritos e auxiliares e demais órgãos de segurança. É um irmão nosso que foi tirado a vida e sabemos que é necessário estar presente, fazer corpo e trabalhar de forma ininterrupta para chegar, inicialmente, a alguns dos autores”, disse.

O velório do delegado Vargas acontece desde às 7 horas, no Crematório Millenium. Às 16 horas haverá cerimonia de despedida com a presença da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core/PCSC) para Salva de Tiros.

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