Falso caixa do BB
Polícia investiga primeiro caso de caixa eletrônico falso no Sul de SC
Equipamento foi instalado dentro de um supermercado de Criciúma. Três homens participaram da ação
Por Redação Engeplus
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A Polícia Civil investiga a autoria de uma fraude praticada em um caixa eletrônico do Banco do Brasil, o qual está instalado em um supermercado no Centro de Criciúma. No último sábado, um cliente desconfiou da situação e a gerência do estabelecimento acionou a Polícia Militar (PM) por volta das 14h30min. No local, a PM verificou que havia um equipamento falso na frente do caixa eletrônico verdadeiro. O equipamento foi retirado e apreendido.
O delegado André Milanese, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da cidade, investiga o caso. As imagens gravadas pelas câmeras de segurança do supermecado já foram verificadas, mas não foi possível identificar os autores. No entanto, as gravações mostram que três homens participaram da ação. Eles instalaram o caixa falso por volta das 22 horas da última sexta-feira.
"Eles agiram naturalmente, como se fossem clientes do mercado. Nenhum funcionário viu esse momento em que o trio instalou o equipamento. Ele ficou em funcionamento até as 14 horas de sábado", destaca Milanese. O delegado orienta: "É bom que os clientes que usaram o caixa eletrônico nesse período cancelem o cartão ou pelo menos troquem a senha, a fim de evitar que os dados sejam usados indevidamente ou aja furto de dinheiro nas contas".
A máquina será periciada para verificar se os dados ficaram arquivados nela ou foram enviados "online" para outro equipamento. O caixa falso foi acoplado na frente do caixa eletrônico real e simulava, inclusive, a tela do Banco do Brasil. Havia lugar para colocar o cartão de crédito e aparecia o sistema do banco para escolher a opção desejada e digitar a senha da conta, igual ao programa do banco. No entanto, os clientes não conseguiam sacar dinheiro.
Trata-se do primeiro registro de um caso desse tipo na região Sul catarinense, mas fraudes semelhantes estão acontecendo ao longo do país. Milanese afirma que, caso os autores sejam identificados, eles devem responder por furto ou estelionato, "mas isso depende se ficar provado que eles conseguiram extrair dados ou dinheiro das contas dos clientes".



