Polícia rastreia dinheiro e descobre quadrilha gaúcha por trás de crime de 'sextorsão' contra criciumense
Grupo se passava por adolescente e policiais para arrancar dinheiro do catarinense

A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira, dia 11, que concluiu o inquérito policial sobre a investigação de um crime de “sextorsão” contra um homem de 54 anos, morador de Criciúma. Sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de extorsão qualificada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Fingindo ser policiais, os suspeitos exigiram pagamentos para encerrar um falso inquérito policial contra a vítima por troca de fotos íntimas com uma suposta adolescente. Os policiais da Divisão de Repressão a Roubos do Departamento de Investigação Criminal de Criciúma (DRR/DIC) conseguiram rastrear o dinheiro e identificar os membros do esquema criminoso.
“Eles faziam toda a trama. Primeiro fingiam ser uma jovem interessada em contato. Depois, falavam que eram familiares da suposta menor. Por fim, falavam serem policiais. Tudo para extorquir valores”, contou o delegado Yuri Miqueluzzi, responsável pelo inquérito.
Os valores pagos pela vítima foram depositados ou transferidos para contas de quatro mulheres, que atuaram como laranjas, repassando os recursos a outros destinatários. A Polícia Civil identificou que o grupo possui base no Rio Grande do Sul. As donas das contas bancárias e uma quinta investigada recebiam os valores extorquidos da vítima e repassavam para outras contas. Além delas, outros dois homens faziam parte do esquema.
“Em algumas situações, a movimentação financeira indicou características de ‘conta de passagem’ e lavagem de dinheiro, com saques em espécie para dificultar o rastreio. A dupla masculina tem histórico de passagem pelo sistema prisional do Rio Grande do Sul”, detalhou Miqueluzzi.
A investigação demonstrou que alguns dos destinatários finais dos valores estiveram presos em uma mesma penitenciária no Rio Grande do Sul. Para os investigadores, esse fato, somado à constatação de que a "sextorsão" é uma prática reiterada por grupos criminosos gaúchos, contribuiu para a tese de uma associação criminosa organizada para a prática dos crimes.
No inquérito policial, encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Polícia Civil pede a prisão preventiva dos sete investigados. Um deles já está recluso no sistema prisional.




































