Obras inacabadas
Ponte do bairro Santo Antônio não ficará pronta neste ano
A novela continua: obra tinha previsão para começar no fim do ano passado, mas, até o momento, nada saiu do papel
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Sacolas plásticas, pedaços de móveis, garrafas PET e até mesmo roupas são alguns dos objetos depositados na construção inacabada da ponte do bairro Santo Antônio, que passa pela avenida Centenário, em Criciúma. A obra faz parte da segunda etapa do Canal Auxiliar. Quem mora nas proximidades da ponte reclama do abandono e do descaso, tendo em vista que a obra deveria ter começado no ano passado. Além do lixo, o mau cheiro e a falta de energia elétrica também são motivos de insatisfação daqueles que vivem na região.
A aposentada Albertina Sipriano, que mora há mais de 40 anos no local, reclama de bichos que aparecem em decorrência do esgoto. “Ratos e baratas surgem constantemente. Além disso, o cheiro ruim é rotina. Tem dias que ao meio-dia nem consigo comer”, ressalta. Segundo os moradores, essa situação dura mais de um ano e se agrava. A segurança no local também é motivo de preocupação, pois o trecho é escuro por causa da falta de iluminação pública. Com isso, muitos usuários de drogas se reúnem ali. “À noite, não tem quem passe pela região. É perigoso, escuro e com muitos usuários de drogas”, revela Albertina.
Outro morador da região conta que já ligou para os órgãos competentes, como a Prefeitura de Criciúma, mas nada foi resolvido. “O pior horário do mau cheiro é perto das 17 horas. E não adianta, já ligamos para a prefeitura, já divulgamos na internet, mas ninguém faz nada”, lamenta o aposentado Vitor Pereira da Silva.
Conforme o secretário de infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana de Criciúma, André de Lucca, o envelope com a empresa escolhida para finalizar as obras seria aberto até o fim de junho, no entanto, isso não aconteceu. “O que atrasa são as questões burocráticas. No mês passado, o evelope não foi aberto, porém, até o fim deste mês teremos o nome da empresa que vai executar as obras”, garante. Ainda de acordo com o secretário, não há como finalizar a construção neste ano, já que o processo de estrutura e infraestrutura leva, em média, 240 dias para ficar pronto.



