População de rua será tema de audiência entre moradores do bairro Comerciário e órgãos de estado

Encontro vai reunir setores de segurança, justiça, assistência social e saúde

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População de rua será tema de audiência entre moradores do bairro Comerciário e órgãos de estado
Foto: Divulgação/Ambac

Uma reunião vai discutir a segurança pública e o crescimento da população de rua na noite desta terça-feira, dia 24, no bairro Comerciário. O encontro organizado pela Associação de Moradores do Bairro Comerciário (Ambac) vai acontecer no auditório do Colegião e reunirá representantes das forças policiais, do poder judiciário e da assistência social.

A preocupação com a segurança pública no bairro ganhou ainda mais atenção depois que o sargento da Polícia Militar (PM), Davi Appel da Silva, de 37 anos, foi assassinado na rua Tuiuti com disparos de arma de fogo. O acusado de cometer o crime foi preso e identificado como um homem de 45 anos, natural do Rio Grande do Sul, usuário de drogas e que constantemente causava transtornos na comunidade. Ele já havia atacado outro policial na mesma rua.

“Não é somente uma reunião para discutir segurança pública. Precisamos pensar em ações. A população de rua está aumentando cada vez mais no nosso bairro e na cidade. É uma preocupação em todo o município, por isso convidamos presidentes de outras associações de moradores. Precisamos descruzar os braços e agir, entender o que tem gerado este problema”, explicou Fátima Guimarães, presidente da Ambac.

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Durante a reunião, os moradores do bairro Comerciário vão levantar a discussão sobre duas preocupações: a falta de efetivo da Polícia Militar e o número de casas abandonadas na comunidade que estão servindo de abrigos para a população de rua. Uma homenagem ao sargento Appel também será realizada.

Problema social e de saúde pública

O tenente-coronel Mário Luiz Silva, comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), vai representar a PM no encontrou. Ele defende o amplo debate sobre o tema já que, na visão dele, o problema está mais ligado às áreas de saúde e assistência social do que de segurança pública.

“Esse problema é muito mais dos órgãos vinculados à saúde e à assistência social do que aos órgãos de segurança pública. Por isso essa audiência, por isso esse evento, para discutirmos e discutirmos de forma interinstitucional o problema e buscar a causa do problema e a solução para ele”, reforçou.

Ao mesmo tempo, o comandante frisa que o descontrole do crescimento da população de rua acaba refletindo nas ações da PM. “São pessoas em alto nível de dependência química que praticam delitos. Não tem como a gente pensar de forma de diferente e achar que elas não envolvidas no mundo do crime. E esta prática delitiva, que muito incomoda a sociedade, muito tem a ver com a sua condição de dependência. Isso invoca a participação de outros órgãos de estado para resolver o problema”, enfatizou o comandante.

Além do tenente-coronel, foram convidados para a reunião o delegado regional André Milanese, o delegado Márcio Campos Neves, a secretária de Assistência de Criciúma, Dalva Pires Donadel, o secretário de Saúde de Criciúma, Deivid Freitas, o promotor de Justiça Diógenes Viana, o coordenador da Equipe Multi-Institucional, Almir Fernandes, o psiquiatra Forense Daniel Proença Feijó e o advogado criminalista Marcos Rinaldo Fernandes.

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