Portugal se destaca no combate ao coronavírus
País tem sido elogiado da Alemanha aos EUA
Por André Abreu
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Um mês e meio depois de confirmado o primeiro caso de coronavírus, Portugal tem-se destacado no panorama internacional pelo sucesso em travar a propagação do novo coronavírus.
Com 435 mortos, num universo de 15.472 infectados, e no momento em que a vizinha Espanha já ultrapassou 15 mil mortos, os portugueses vêm sendo elogiados na imprensa internacional, em publicações como a revista alemã Der Siegel chegando até o norte-americano The New York Times, pela forma disciplinada como têm cumprido o isolamento social.
Na procura de explicações para que a curva epidemiológica da doença permaneça tão “achatada”, o jornal francês Le Monde se refere que Portugal se beneficia do fato de ter uma única fronteira terrestre com a Espanha e de ter sido o último país da Europa Ocidental a ter um caso confirmado de infecção, ou seja, numa altura em que já havia um consenso alargado sobre a capacidade de disseminação do vírus.
Quando, no dia 13 de Março, o primeiro-ministro António Costa declarou o “estado de alerta” e anunciou o fecho de todas as escolas, Portugal não registava nenhuma morte associada à Covid-19 e somava apenas 122 casos confirmados de infecção.
Num artigo publicado no dia 9 de Abril, a Der Spiegel elogia a decisão do governo português de permitir a regularização de todos os imigrantes com processos pendentes no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
No New York Times o epidemiologista espanhol Fernando Rodríguez Artalejo elogia a eficiência das medidas tomadas pelo governo português no combate à epidemia.
“É o medo que leva as pessoas a comportarem-se de forma relativamente responsável”, declarou à Der Spiegel, Ana Girbal, epidemiologista e directora geral da filial de Portugal de uma farmacêutica italiana.
A revista alemã, porém, apresenta outra possível explicação para o reduzido número de contágios entre os portugueses: “ao contrário do que se passa na Espanha e na Itália, a generalidade dos idosos em Portugal estão vacinados contra a tuberculose”, lê-se no artigo, apontando os estudos científicos que admitem uma possível correlação entre esta vacina e uma menor taxa de morbidade para a Covid-19.



