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Praça de

Praça de guerra fora do Heriberto Hülse

Por Redação Engeplus

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Torcedores do Tigre e soldados da Polícia Militar entraram em confronto na saída do Estádio Heriberto Hülse, logo após a vitória contra o Avaí por 1 a 0.

Bombas de efeito moral e balas de borracha, segundo a rádio Eldorado, foram usadas contra os torcedores ao mesmo tempo em que efetivos da cavalaria da PM de Florianópolis também foram acionados.

Os tumultos começaram na verdade minutos antes do final da partida, quando uma bomba de fabricação caseira explodiu entre torcedores do Criciúma. Testemunhas acusaram torcedores do Avaí de lançar o petardo.

Um torcedor de Criciúma, o aposentado Ivo Costa, de 62 anos, segundo o médico e comentarista da Eldorado, Márcio Zaccaron, perdeu dedos e parte da mão direita e foi encaminhado ao Hospital São José. Informação do ortopedista José Carlos Ghedin confirmou a amputação da mão. Outro torcedor aposentado, Aquilino Benedet, 77, foi hospitalizado com ferimentos causados por uma bala de borracha, segundo a repórter Michele Veiga.

TORCEDORES RETIDOS
Segundo o narrador da Eldorado, Mário Lima, representantes do Ministério Público solicitaram a retenção de todos os ônibus e torcedores do Avaí até que seja identificado o responsável pelo arremesso da bomba caseira. A solicitação foi feita pelo promotor Alex Cruz, acrescentou o narrador.

Centenas de torcedores do Tigre permanecem no pátio do estádio, alegando dificuldades para deixar o local devido à truculência policial, segundo a emissora. Todas as ruas em torno do HH estão bloqueadas. Nuvens de gás lacrimogêneo podem ser sentidas em toda a área.

Cerca de oito ônibus com torcedores do Avaí foram conduzidos ao 9° Batalhão da Polícia Militar, no bairro Próspera. Veículos e torcedores serão liberados somente após a tomada de depoimentos.

(Fotos/vídeo/colaboração: Kiko Della Giustina)

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