Praia Grande
Praia Grande vive estagnação
Por Redação Engeplus
2 min de leitura
Um mês e meio após a violenta enxurrada que atingiu mais de 90% do município, a população de Praia Grande - na divisa com o RS - vive uma estagnação sem precedentes.
Refém dos prazos burocráticos para a liberação de auxílio estadual e federal, a comunidade segue contabilizando prejuízos com a economia paralisada.
"Os investimentos que teremos que arcar com recursos próprios ultrapassam R$ 5 milhões e podem chegar a R$ 7 milhões", acredita o prefeito João José de Matos. "No total levantado logo após a enchente, chegamos a R$ 17 milhões. Toda a infra-estrutura viária, somando estradas vicinais, ruas e pontes ficou avariada."
O relatório apontou 54 bueiros destruídos e 30 pontes a serem reconstruídas. "Na comunidade de Fortaleza, só se chega a pé ou a cavalo", cita o prefeito. "Nossa frota está sucateada e temos apelado à SDR e ao Deinfra o empréstimo de uma retroescavadeira, uma patrola, um trator de esteira e dois caminhões, mas sem sucesso até agora."
A recuperação das estradas exigirá "uns seis meses de trabalho de um trator", estima Matos. "Nossas estradas agrícolas estão interditadas, impedindo que a produção possa ser escoada. Além disso, o comércio no centro está em crise porque depende em 50% dos agricultores gaúchos e as três pontes sobre o rio Mampituba estão interditadas."
A receita mensal de Praia Grande gira em torno de R$ 600 mil. Até ontem, Matos ainda alimentava algum otimismo com a possibilidade do Governo do Estado liberar R$ 80 mil na inauguração da ponte em Passo de Torres. O valor é insignificante diante dos prejuízos, mas nem nisso o prefeito teve sorte. O convênio não foi trazido pela comitiva do governador Luiz Henrique.



