Prefeitura, CDL e Acic discutem exigência da vacinação contra Covid-19 na contratação
Em Criciúma, mais de 10 mil pessoas não retornaram para a segunda dose até o momento
Por Amanda Garcia Ludwig - amanda.garcia@engeplus.com.br
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A Secretaria de Saúde de Criciúma se reúne, neste início de manhã, com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Empresarial de Criciúma (Acic) para discutir a possibilidade de repassar às empresas da cidade uma orientação sobre a necessidade de que funcionários e candidatos a vagas de emprego tenham completado o esquema vacinal contra a Covid-19. Durante o encontro, serão levados em conta os dados da doença no município, assim como os números da vacinação.
Em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, o secretário de Saúde Acélio Casagrande explica que a decisão de chamar as outras entidades para este debate aconteceu em razão do alto número de pessoas que não retornaram para tomar a segunda dose da vacina. "Isso preocupa muito a classe produtiva, porque pessoas podem ficar doentes e se afastar do trabalho", avalia.
Além disso, houve em Criciúma um leve crescimento no número de internações nos últimos dias. Segundo Casagrande, a última semana de setembro terminou com oito internações por conta da Covid-19, enquanto esta semana está terminando com um total de 29 internações. "Não são situações graves, mas pessoas que se internam podem evoluir para a gravidade. Cerca de 50% dessas internações tem a primeira dose tomada, apenas, e outros não tomaram nenhuma dose", destaca.
Objetivo da reunião não é criar um decreto ou lei
O secretário de saúde Acelio Casagrande explicou também, durante a entrevista, que apesar da discussão ser necessária, não há necessidade atual de fazer um decreto ou lei para exigir isso dos empresários no município. "Já existem leis, tanto estaduais quanto federais, que tratam deste assunto. Então já existem legislações com punições sanitárias para pessoas que colocam a vida do outro em risco. Quando você não toma a vacina, não coloca em risco apenas a sua vida", avisa.
O importante, para Casagrande, é a conscientização coletiva. "Se para entrar no jogo do Criciúma, por exemplo, é necessário estar vacinado ou testado, porque não ampliar isso para locais de trabalho e outros eventos, onde existem aglomerações?", questiona.
Mais de 10 mil deixaram de tomar a segunda dose até o momento
Em Criciúma, uma das preocupações atuais é o número de pessoas que decidiram não retornar para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Segundo Casagrande, cerca de 10 mil pessoas já poderiam ter completado o esquema vacinal no prazo, e ainda não o fizeram. "Em um universo de 195 mil pessoas que já se vacinaram, 10 mil parece pouco. Mas são 10 mil pessoas não imunizadas como deveriam", avalia o secretário.
Hoje, no município, há disponibilidade de segunda dose para aqueles que tomaram Astrazeneca, Coronavac e Pfizer, além da disponibilidade da 3ª dose para profissionais da saúde que se vacinaram até o dia 12 de abril.
Ouça a entrevista à Rádio Eldorado:
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