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Balneário Rincão

Prefeitura estuda abertura de processo licitatório para remoção de entulhos da plataforma Sul

Município não possui equipamentos adequados para retirada do material da faixa de areia

Por Thiago Hockmüller

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Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

Estima-se que o total de material demolido com a queda da plataforma Sul, em Balneário Rincão, chega aos 800 metros cúbicos. E todo este entulho ainda está sobre a faixa de areia desde o dia 13 de setembro, quando três módulos da plataforma desabaram. Por motivos de segurança, a prefeitura derrubou outros dois módulos que estavam danificados.

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Em entrevista ao Portal Engeplus, o engenheiro da prefeitura, Nestor Back, explicou que está sendo estudada uma forma adequada para remoção do material e limpeza do local. O problema é que o município não dispõe de equipamentos adequados para o serviço. A solução deve ser a abertura de um processo licitatório e contratação de uma empresa.

“São blocos grandes para romper e tem que ter uma máquina especial. A prefeitura não tem e para contratar é caríssimo. Estamos estudando pra ver como vamos fazer. É uma área de marinha, teria que ter interferência do Governo Federal. Está sendo pesquisado junto ao corpo técnico da prefeitura. A única maneira é fazer uma licitação. A prefeitura não tem equipamento e por isso precisa contratar”, afirma o engenheiro.

Outro ponto que está em análise é o acesso ao local. Para a remoção do material, são necessários caminhões e guinchos grandes, todavia, o acesso mais próximo é cercado por dunas.

“São peças grandes e exigem equipamentos que a prefeitura não tem. Por isso não fizemos a retirada de imediato. Estamos vendo uma maneira para retirar. São 800 metros cúbicos de material demolido. É muita coisa. Não é compacto, são peças grandes. Exige guinchos e caminhões grandes. Caminhão grande não passa por cima das dunas. Única maneira seria abrir uma estrada para chegar lá”, explica.

Alerta

Uma série de reuniões foi realizada para buscar soluções junto ao jurídico e administrativo da prefeitura. Back lembrou que a parte que restou da plataforma não possui risco de desabamento, todavia, considera inviável uma possível reforma.

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“É uma propriedade particular e para o bem da comunidade a prefeitura tem que se envolver. Não há risco nenhum de desabamento do que tem, a menos que dê algum acidente. Sobre o que está na faixa de areia, está sendo amplamente divulgado e pedido para não se aproximar. É concreto, metal, madeira, e podem ser prejudiciais. Uma pessoa com mínimo de juízo não vai se aproximar. Não há necessidade”, alerta.

Ainda conforme o engenheiro, a plataforma Norte está com as vistorias em dia e não apresenta quaisquer riscos para os usuários. “Ali existe uma associação atuante e faz a manutenção constante. É incomparável as duas plataformas”, diz.

Estima-se que para realizar a retirada dos entulhos da plataforma Sul seriam necessárias cerca de 60 viagens com caminhão caçamba.

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