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Prefeitura prepara o Lar Rosa para abrigar menores

Município reafirma disposição de economizar ao romper convênio com a Nossa Casa

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Denis Luciano

Está rompido o convênio entre o município de Criciúma e a Associação Beneficente Nossa Casa, que cuida de até 15 crianças e adolescentes com custeio pelos cofres da Prefeitura. “É decisão tomada. Vamos trazê-los para uma casa administrada pelo município, com custo menor”, confirma o secretário de Assistência Social, Paulo César Bitencourt.

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“Atualmente, repassamos em torno de R$ 34 mil mensais à Nossa Casa, e com a contraproposta repassada pela instituição esse montante passaria a R$ 49 mil”, calcula o secretário. “Concluímos que acolher em um espaço do município trará uma redução significativa de gastos”, detalha.

A transferência das crianças e adolescentes custeados por Criciúma - hoje são dez - não será tão simples. “É necessário autorização dos conselhos”, reconhece o secretário. Uma convocação extraordinária está sendo feita para os conselheiros de assistência social, das crianças e das mulheres. Porém, este último terá dificuldades para ceder o imóvel, que está escolhido para abrigar o espaço alternativo à Nossa Casa, cujo nome provisório é Lar Rosa. “Se houver algum problema legal para uso daquela casa, que pertence ao município, vamos alugar outra”, emenda Bitencourt.

Tarde de limpeza na nova sede

A despeito da dúvida, cerca de 20 pessoas trabalhavam na tarde desta sexta-feira na limpeza do imóvel onde estava instalado o Abrigo da Mulher, na rua Visconde de Cairú, no bairro Santa Bárbara. Trata-se de uma casa ampla, com quatro quartos, cozinha, salas para administração, sala e espaço de convivência.

A porta precisou ser arrombada para que a equipe de limpeza ingressasse no local, que estava fechado. Há camas, colchões e brinquedos, e os últimos detalhes estão sendo preparados para uma vistoria do juiz da Vara da Infância, Giancarlo Bremer, que deverá ocorrer na segunda-feira.

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Exigências do juiz

Em reunião pela manhã com o juiz, os secretários Paulo César Bitencourt e Arleu da Silveira (secretário de Governo) ouviram uma série de recomendações para a liberação do novo espaço. “Precisamos ter um espaço físico adequado e o mínimo de funcionários, além das autorizações dos conselhos”, reforça o titular da Assistência Social.

Para atuar no Lar Rosa, o município conta com os cinco funcionários que serão removidos da Nossa Casa, cedidos atualmente por convênio, e serão providenciadas as contratações de uma pedagoga, uma psicóloga além de pessoal de manutenção e limpeza. “Com oito ou nove funcionários, vamos conseguir fazer funcionar muito em breve”, assegura Bitencourt.

Outra exigência do juiz da Infância diz respeito a melhorias na condição do Lar Azul, abrigo de meninos menores também mantido pelo município. “Estamos direcionando mais profissionais para lá e logo atenderemos essas exigências”, afirma. A meta do município é deixar o Lar Rosa em condições de funcionamento já na segunda-feira.

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