Criciúma
Prefeitura recolhe livros infantis que abordam o tema incesto
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

A Secretaria de Educação de Criciúma está retirando das bibliotecas escolares o livro “Enquanto o sono não vem”. De autoria de José Mauro Brandt, um dos contos do livro, “A triste história de Eredegalda”, fala sobre o desejo de um rei em se casar com a mais bonita de suas três filhas. Diante da negativa, a menina é castigada e acaba morrendo de sede.
Na última quinta-feira, o Ministério da Educação (MEC) determinou o recolhimento da obra, que faz parte do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), para alunos do 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental, por não ser adequada para crianças em idade de alfabetização.
“Os livros não vieram em grandes números, de um a quatro exemplares por escola. Não queremos que nossas crianças achem que isso é normal. Buscamos sempre levar o que há de melhor nas estórias para dentro das salas de aula. Queremos que nossas crianças, que estão na fase de alfabetização, se encantem com estórias, que tragam um mundo diferente. Nós, enquanto educadores, acreditamos que isso dá margem para que os abusos sejam considerados normais. Não é isso que queremos”, destaca a secretária municipal de Educação, Roseli de Lucca.
Após o recolhimento de todos os livros, a Prefeitura de Criciúma enviará os exemplares para o MEC.
Vereador solicita o recolhimento do livro
Através do requerimento 188/17, o vereador Jair Augusto Alexandre, líder de governo na Câmara de Vereadores de Criciúma, solicitou à Administração Municipal informações sobre o recebimento do livro e pediu a devolução dos exemplares ao MEC. A retirada dos livros dos educandários foi aprovada por unanimidade.
Para o vereador, é importante que as crianças tenham acesso a uma educação eficiente e tenham livros de qualidade à disposição. “O que vimos foi um livro que pune uma filha por se negar a atender o pedido de casamento de seu pai, desconstruindo assim, os valores familiares. São crianças das séries iniciais, entre seis e oito anos ouvindo uma estória em que o pai quer cometer incesto, e nosso código penal é contra essa atitude. Antes mesmo de o MEC mandar recolher os livros, os municípios de todo Brasil já estavam recolhendo. Nesta fase, a criança está se conhecendo, formando seus valores, mas um livro como este vai contra todos os princípios morais e cristãos de muitas famílias”, ressalta.
Colaboração: Milena dos Santos / Decom



