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Saúde

Hospital Santa Catarina

Prefeitura rompe contrato com Isev nos próximos dias

“Os ajustes serão feitos com o hospital em atividade”, garante Vitor Benincá

Por Redação Engeplus

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Foto: Marcelo de Bona

Com o fim da greve dos trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, o secretário de saúde de Criciúma Vitor Benincá reuniu a imprensa para explicar os próximos passos do município com relação ao assunto. O contrato com o Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev), que administra o hospital nos últimos dois anos, será rescindido o mais breve possível, e depende apenas do processo jurídico-legal, afirmou o secretário.

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De acordo com Benincá, a prefeitura se reuniu ao Conselho Municipal de Saúde para realizar uma pesquisa sobre como o instituto vinha aplicando o dinheiro repassado ao longo do contrato. “Apesar de a prefeitura estar em dívida com alguns repasses, fomos pegos de surpresa pela paralisação de ordem médica. Descobrimos que o volume de dívidas do Isev ultrapassava o que imaginávamos.”

Apesar de a situação ter se agravado ao ponto de uma greve ser deflagrada, o secretário afirma que a pesquisa feita não apontou má-fé por parte do instituto. “Identificamos, no entanto, transferências de um hospital para outro. Ou seja, como o Isev administra vários hospitais, acaba usando a verba de um para ajudar quando a situação de outro fica crítica. Isso é injusto, pois era para o hospital Santa Catarina estar com um caixa recheado para novos investimentos. Infelizmente o Isev teve repetitivos insucessos em seu método de administração”, alega o secretário.

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A partir de agora, a prefeitura estuda métodos de realizar o repasse garantindo que ele chegue ao prestador de serviço. Benincá ressalta que o rompimento de contrato é um processo de transição, e que o Governo Municipal precisa da garantia de que os serviços serão mantidos, assim como os direitos e garantias dos funcionários.

"Nossa primeira vitória foi reabrir o hospital nesta quinta-feira. Os ajustes necessários daqui para frente serão feitos com o hospital em atividade. Os médicos concordaram em voltar ao trabalho mesmo sem receber o valor total da dívida, com a confiança do repasse futuro", garante Benincá.

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