Prejuízo nas
Prejuízo nas bilheterias
Por Redação Engeplus
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Já se foi o tempo em que venda de ingressos permitia cobrir despesas no futebol. O Criciúma vive esta realidade na Série B do Campeonato Brasileiro. Em nenhum dos jogos disputados no Heriberto Hülse o valor arrecadado com comercialização de bilhetes foi suficiente para pagar os gastos necessários para a realização das partidas.
Levando-se em conta somente ingressos vendidos e colocando na balança com os custos declarados de cada jogo, o Criciúma teve prejuízo de R$ 47.746,95 nas partidas em casa contra Guarani, Náutico e ASA.
"No borderô, cada ingresso de sócio é registrado a R$ 10 somente para efeitos contábeis. São tantos impostos a pagar que, na prática, só dá prejuízo", confirma o diretor financeiro Deloir Brunelli.
Os borderôs dos jogos, disponíveis no site oficial da CBF, confirmam a quantidade de taxas que são pagas pelos clubes. Da renda bruta das partidas são recolhidos 5% para a Federação que leva ainda R$ 1 mil para o seu quadro de funcionários que trabalha no jogo. O INSS também recolhe 5% sobre a renda bruta. A Polícia Militar cobra em média R$ 1,5 mil para realizar o policiamento de cada partida. Os exames anti-doping custam pouco mais de R$ 1,1 mil. A taxa de arbitragem está em R$ 3,7 mil. Para cada torcedor presente no estádio, o clube paga R$ 0,15 de seguro.
Jogo Vendidos Sócios Arrecadação Despesa Saldo Criciúma x Guarani 244 4.995 R$ 6.580 R$ 18.919,25 - R$ 12.339,25 Criciúma x Náutico 138 6.289 R$ 3.800 R$ 18.826,10 - R$ 15.026,10 Criciúma x ASA 54 5.429 R$ 1.520 R$ 22.001,60 - R$ 20.481,60
Confira os borderôs na íntegra clicando aqui.



