Criciúma
Presidente da Acic aponta falta de mão de obra qualificada para crescimento econômico
Associação pretende alinhar ações em conjunto com o município na busca por soluções
Por Laura Bazzei
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A qualificação da mão de obra tem sido um dos desafios para o crescimento econômico de Criciúma e região. O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Franke Hobold, em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, informou que representantes do setor empresarial pretendem dialogar com o prefeito Vagner Espíndola para alinhar ações em conjunto com o poder público municipal na busca por soluções. Conforme Hobold, esse não é um problema apenas da área empresarial, mas de toda a comunidade.
Segundo o presidente, a principal preocupação não é quantidade da mão de obra, mas a qualificação dela. "Se Criciúma e região quiserem continuar crescendo nos próximos anos, se nós quisermos crescer aos níveis que Santa Catarina cresce, precisamos resolver esse gargalo que só se resolve trabalhando a mão de obra", afirmou.
A migração de profissionais de outros estados é um fator que já ocorre naturalmente, já que Santa Catarina se destaca pelo seu crescimento acima da média nacional. No entanto, a chegada de novos trabalhadores requer planejamento. “A Prefeitura já está trabalhando na capacitação da mão de obra e nós queremos nos juntar nesse trabalho com as escolas técnicas para entender a situação, entender o porquê do problema da aprendizagem e poder trabalhar em conjunto para melhorar essa situação”, afirmou o empresário.
Outro ponto levantado por Hobold é a necessidade de qualificação dos profissionais que já atuam nas empresas. “Uma situação que a gente precisa trabalhar é no upgrade dos profissionais atuais, que eles possam aspirar o desenvolvimento técnico deles para que possam aspirar cargos maiores ou funções melhores, e sejam mais capacitados dentro das empresas”, acrescentou.
A falta de moradias acessíveis também foi citada durante a entrevista como um obstáculo para a atração de trabalhadores. “Ninguém vem pra Criciúma para ganhar R$ 2 mil ou R$ 2,5 mil e tem que pagar mil reais de aluguel, não tem como atrair essa mão de obra. Ela vai pra outro lugar que seja mais atrativo”, ressaltou. De acordo com o presidente, todas as demandas serão discutidas com o prefeito.



