Imbróglio
Presidente do Sindicato não descarta paralisação dos ceramistas
Itaci de Sá afirmou que a proposta do Sindicato Patronal não foi aceita
Por Rafaela Custódio
2 min de leitura

Os profissionais ceramistas de Criciúma e região poderão entrar em greve nos próximos dias, caso o Sindicato dos Trabalhadores não entre em um acordo com o Sindicato das Indústrias de Cerâmica de Criciúma e Região (Sindiceram). Nesta quarta-feira, dia 10, uma nova reunião deve acontecer para tratar do assunto.
Nessa terça-feira, a direção do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas de Criciúma e Região recebeu uma proposta do Patronal em que eles repassam o Índice de preços no consumidor (INPC) de 5,45% por faixa salarial, sendo pago integral para quem recebe somente até R$ 3.700, o percentual de 4,36%, ou seja, menos que a inflação, para os salários de R$ 3.701 até R$ 5.700 e, para os salários acima deste percentual zero de aumento.
“Apresentamos a proposta em novembro de 2020 e eles responderam em janeiro de 2021 e tiraram vários direitos e não concordamos. Tivemos reuniões e não progrediram. O sindicato nos enviou outra proposta e explicitaram o que queriam. Na proposta da última segunda-feira, queriam o congelando do piso salarial, redução do adicional noturno para os novos trabalhadores, redução da hora extra de domingos e feriados”, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas , Itaci de Sá em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado. Confira abaixo a entrevista completa:
Contraponto
O presidente do Sindicato das Indústrias de Cerâmica de Criciúma e Região (Sindiceram), Otmar Josef Muller, afirmou que está buscando uma negociação. “Existem alguns pontos de divergência na negociação e um deles se refere ao abono de férias que atualmente é pago aos funcionários filiados ao Sindicato e queremos que pague a todos os funcionários, mas sem aumentar o ônus das empresas, ou seja, teremos redução para quem for filiado e esta é a principal dificuldade da negociação”, explicou em entrevista ao Portal Engeplus. “Nós temos o maior piso salarial de Santa Catarina. Ao invés de se aproximar do ponto de negociação, o Sindicato apresentou uma proposta aumentando as exigências e complicou ainda mais”, completou.
Muller ainda destacou que não acredita na paralisação, e sim, em um acordo. “Não acreditamos que se tenha greve. O movimento de paralisação é ruim para todos”, finalizou.



