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Preso é considerado o maior falsificador de vistos

Por Redação Engeplus

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Uma entrevista coletiva ampliou detalhes da força-tarefa desenvolvida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Criciúma, na manhã dessa terça-feira. Com base em depoimentos da embaixada norte-americana no Brasil, as autoridades classificaram J.O. como o maior falsificador brasileiro de documentos para a obtenção de vistos de ingresso nos Estados Unidos.

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Além de J.O., também foram presos J.R., V.J.S., e ainda, um homem com identidade não revelada. Este último teria menor participação no esquema.

Conforme o promotor do MP, coordenador do Gaeco, Eduardo Paladino, o problema era tratado como questão de segurança nacional pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Com a falsificação dos documentos, a intenção era demonstrar posses, perante a embaixada. Eram falsificados documentos como declaração do Imposto de Renda, comprovantes de pagamentos, extratos bancários, registros de imóveis e veículos, entre outros.

“As pessoas que procuravam a falsificação de documentos eram geralmente humildes, que queriam tentar uma estabilidade econômica no exterior”, assegurou Paladino. O custo para a confecção dos documentos falsos variava entre R$ 5 e R$ 10 mil. “Em casos que a pessoa demonstrava pressa eles demoravam ainda mais, pois solicitavam cada vez mais dinheiro. Começavam pedindo R$ 2 mil, depois R$ 4 mil, e no fim até R$ 9 mil. Quem não tinha muita urgência eles entregavam em até um ano”, comentou Paladino.

A investigação iniciou há cerca de 60 dias. O grupo começou a despertar suspeitas quando passou a usar a mesma matriz para imprimir documentos. A coincidência no número dos documentos foi um fatores que alertou para a investigação.

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Os criminosos serão enquadrados nos crimes de falsificação de documentos públicos, formação de quadrilha, crimes contra o patrimônio e de administração pública, entre outros, antecipou Paladino.

No vídeo, Paladino oferece outros detalhes.

(Fotos/video: Fernando Ribeiro/Jornal da Manhã)

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