Criciúma
Pressão funciona e cheiro ruim diminui na JBS
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Parece que finalmente a pressão surtiu efeito, e a empresa JBS conseguiu controlar o mau cheiro exalado pela unidade do bairro São Luiz, em Criciúma. Foi o que constatou a Fundação de Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) em vistoria nesta terça-feira na planta industrial.
“Visitamos a empresa hoje à tarde, fomos apurar o relatório do que eles tinham ou não cumprido, e vimos que a JBS apresentou a maioria das adequações solicitadas”, informa a presidente da Famcri, Anequesselem Fortunato. Ficou apenas uma pendência. “Eles precisam apresentar até sexta-feira um relatório de verificação do controle do odor junto aos moradores das vizinhanças”, detalha.
As adequações técnicas para emissão do cheiro ruim foram, a princípio, adotadas com rigor, pelo que verificaram os técnicos. “A princípio, não temos mais reclamações desde fevereiro, quando o novo sistema foi implantado. A Famcri não foi mais notificada disso e esse sistema de tratamento está sim suprindo a necessidade”, comenta a presidente.
Pesquisa nas ruas
A Famcri vai colocar uma equipe nas ruas do entorno da JBS, no São Luiz e bairros vizinhos, para fazer visitas domiciliares e pesquisar junto aos moradores se de fato o cheiro está controlado. “Vamos fazer um relatório paralelo para comparar com o que está sendo apanhado pela empresa”, observa Anequesselem. Dentro da empresa, porém, o cheiro continua ruim. “O sistema processa o odor externo”, pondera.
Dentro das cobranças levantadas, há no entanto outro problema a ser resolvido, que foge à alçada da Famcri. “As questões de trânsito exigidas pela ASTC não foram resolvidas ainda, mas isso compete à autoridade de trânsito”, conclui a presidente da fundação ambiental.
JBS mudar de endereço?
O vereador Tita Beloli (PMDB) especulou ontem, antes da vistoria de hoje, que a JBS poderia sair do atual endereço por sugestão do prefeito Clésio Salvaro (PSDB). “Estive com o prefeito hoje (ontem) e ele pediu mais providências à empresa, chegando a dizer que a JBS procurasse outro terreno”, revelou o parlamentar, da tribuna.
O cenário de ontem, na análise do Executivo com o Legislativo, não era tão otimista quanto o constatado nesta terça pela Famcri. “A empresa estaria argumentando ao prefeito que não teria como mudar de local agora, pelos efeitos da crise, mas que continuariam tomando providências para eliminar o cheiro ruim”, disse o vereador, ainda ontem.



