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Primeiro dia de greve em Cocal do Sul

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Jussi Moraes

Os professores municipais de Cocal do Sul iniciaram greve nesta terça-feira. A classe trabalhadora luta pelo cumprimento do piso do magistério com o reajuste de 22,22%. Como as reivindicações não foram atendidas, eles resolveram cruzar os braços em frente à prefeitura, por tempo indeterminado.

Segundo a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma e Região (Siserp), Maria Bárbara Teixeira, cerca de 60 professores aderiram ao manifesto. “Desde sexta-feira tratamos de informar os pais sobre a greve, só que o município, ao invés de negociar com os professores, pressionou os professores ACTs para que não se juntassem a nós”, desabafou a sindicalista. Ela lembra que, além disso, foram colocados estagiários nas salas de aula onde os professores concursados estão em greve. “A gente repudia essa atitude. Se não tem dinheiro para nos dar aumento, como tem dinheiro para contratar estagiários que nem sabem os conteúdos que os professores estão dando?”, questionou.

O prefeito de Cocal do Sul, Nilso Bortolatto, ressaltou que a proposta já foi feita e não será mudada. O município oferece 14,5% de reajuste aos professores. “O Governo Federal pede 22,22% para alcançar o piso de R$ 1.451,00, só que nós já pagamos o piso e com o reajuste vamos pagar ainda mais. Não vejo porque reclamarem”, avaliou. Ele ainda considera que o descontentamento é de poucos. “Do grupo que realiza a manifestação, meia dúzia é de Cocal do Sul. As escolas estão em funcionamento e os estagiários estão cobrindo os professores. Não temos mais o que ofertar”, finalizou.

Em Criciúma, Treviso e Nova Veneza os reajustes já foram assegurados. Em Forquilhinha a negociação encerrou após quatro dias de greve. Os servidores de Cocal do Sul, Urussanga e Siderópolis ainda vivem o impasse.

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