Peso nas costas
Principal alvo da torcida, Cláudio diz que é preciso "dividir responsabilidades"
"Hoje, tudo que acontece no Criciúma é culpa do Cláudio Gomes", desabafa dirigente tricolor
Por Redação Engeplus
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Alvo constante de críticas por parte da torcida tricolor, o diretor comercial e de marketing do Criciúma, Cláudio Gomes, garantiu estar recebendo uma cobrança excessiva e até injusta nos últimos tempos. Conforme o dirigente, assim como é feito com as decisões tomadas pelo clube, também é preciso distribuir o peso sobre as responsabilidades, e não colocar tudo em suas costas.
“Todas as decisões são tomadas pelo presidente Antenor Angeloni. Cabe a nós executarmos, com sucesso ou não, e cabe a nós dividirmos essas responsabilidades. O Criciúma precisa desenvolver um processo de distribuição das responsabilidades. Hoje, tudo que acontece no Criciúma é culpa do Cláudio Gomes. Existe distribuição de tomada de decisão, mas não existe distribuição de responsabilidade. Todas estão caindo sobre as minhas costas”, desabafa Cláudio Gomes.
“O Criciúma é um time de muita tradição, tem camisa, uma região apaixonada, e, às vezes, isso também pode virar contra, pode dificultar o trabalho desenvolvido aqui. Somos sabedores, e reconhecemos os erros que nós cometemos. Refletimos bastante sobre isso, somos sabedores dos riscos que nós corremos colocando a categoria de base em evidência. Mas nós estávamos muito conscientes, o próprio Raimundo Queiroz e o presidente Angeloni estavam conscientes disso”, completa o dirigente.
Cláudio Gomes também pediu desculpas ao torcedor e disse ser vítima de perseguição, além de assegurar que não comanda o departamento de futebol do Criciúma.
“Peço perdão a todos os torcedores, nós vamos aprendendo com os erros. Essa perseguição, essa marcação que tudo que ocorre no Criciúma é culpa minha, que quem manda no Criciúma sou eu, que ninguém consegue trabalhar no futebol. Isso é uma grande inverdade, isso é coisa plantada por algumas pessoas. Respeito o ponto de vista de cada um, mas não consigo entender. O presidente já veio aqui falar que quem manda no futebol não sou eu, o Raimundo Queiroz, com 30 anos de experiência no futebol já esteve aqui dizendo que quem manda não sou eu. Mas algumas pessoas insistem nisso. Peço ao torcedor que não vá nessa onda, que entenda e abrace o Criciúma. Porque bater em um profissional que trabalha no Criciúma, é bater na instituição Criciúma, que é maior que todos”, rebate Cláudio Gomes.



