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Procurador vai protocolar defesa para continuidade das obras na Nereu Ramos

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Jussi Moraes

O procurador da prefeitura de Criciúma, Giuliano Frassetto, protocolará na tarde desta segunda-feira no Fórum a defesa para continuidade das obras de revitalização na praça Nereu Ramos. A administração municipal tinha o prazo de 72 horas para se manifestar sobre a ação do Ministério Público que pede a suspensão de toda e qualquer retirada da pedra petit pavet da praça e das ruas do entorno. A alegação da prefeitura é que a ação está fora do prazo.

Conforme o procurador, o pedido é improcedente por fatos e direitos. “Não há motivo para suspender. Não existe agressão ao patrimônio histórico e quem moveu a ação não teve o cuidado de observar que as pedras serão mantidas no centro da praça e ao redor do monumento do mineiro”, elencou Frassetto.

As mudanças no Centro são debatidas desde 2009, e nas audiências públicas a população chegou a sugerir que as pedras fossem todas retiradas. “Nós tivemos o cuidado de manter a lembrança com esta preservação. Apenas nas ruas que será colocada a pedra paver”, garantiu.

As dificuldades para caminhar no Centro da cidade aumentam para os portadores de necessidades especiais. Cláudio Pacheco é participante da Associação dos Deficientes Físicos de Criciúma (Judecri) há 24 anos e disse que o grupo sempre acompanha as mudanças que acontecem na cidade. “Nós fiscalizamos as obras no que diz respeito à acessibilidade e esta revitalização na praça será benéfica para toda a sociedade”, salientou Pacheco, que tem encurtamento em uma das pernas.

Para ele, o risco de acidente ao passar na praça não é apenas dos deficientes. “Existe riscos para os idosos, mulheres com salto, carrinho de bebê e para os deficientes que precisam de cadeiras de rodas, muletas e bengalas”, pontuou.

A Judecri possui 60 associados participantes e está sempre focada nas benfeitorias de acesso. “Esta revitalização está sendo muito aguardada por todos nós e quando estiver pronta vamos verificar se estão de acordo com as normas. Hoje temos ferramentas para buscar nossos direitos e precisamos de uma cidade acessível”, determinou.

Edson Pereira, 53 anos, também é deficiente físico e aguarda a nova pavimentação na praça. “Para mim essas pedras podem ser todas tiradas. Eu sei que não é ruim apenas para eu andar, todos passam dificuldades”, afirmou o senhor que utiliza muletas desde os sete anos.

Com o protocolo de defesa o juiz irá apreciar se suspende ou não as obras. Enquanto não houver uma decisão os trabalhos na praça continuarão.

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