Procurar o
Procurar o hospital, só em casos graves
Por Redação Engeplus
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Devido às reclamações de super lotação no pronto-socorro do Hospital São José que têm ocorrido nos últimos meses, a direção da instituição sugere que a procura seja só em casos graves. Ferimentos pequenos, dores de cabeça, cólicas, unhas encravadas, podem ser resolvidos nos postos de saúde e 24 Horas municipais, orientou o Hospital São José em manifestação sobre as denúncias protocoladas no Ministério Público pelo sindicato dos servidores em saúde.
O Setor de Urgência e Emergência do hospital oferece 24 leitos de observação para o atendimento de casos graves. Mas isso não ocorre na prática devido à cultura da população de procurar a instituição em todas as situações, deixando de buscar, inicialmente, as unidades municipais de saúde, onde podem passar pela triagem das prioridades.
A explicação foi dada pela direção do hospital, por conta dos questionamentos sobre excesso de pacientes internados na sala de observação do Setor de Urgência e Emergência na noite do último domingo. O hospital tomou conhecimento oficial da denúncia junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (SindiSaúde) e destacou que no período havia 11 funcionários no atendimento aos pacientes, com reforço ainda de mais um enfermeiro e um técnico de enfermagem nos momentos de necessidade.
A diretora geral, Irmã Cecília Martinello, ressalta que algumas vezes a sala de observação lota e a de Urgência e Emergência não. “A população não entende quais são as situações para nos procurar”, afirma.
Por conta da demanda o espaço acaba utilizado para a internação de pacientes à espera de vagas nas clínicas, pois os leitos do hospital são 100% utilizados. Quando recebem a oferta de transferência para outra instituição hospitalar da região, em sua maioria com vagas ociosas, as pessoas manifestam a vontade de permanecer no São José.
Para a irmã, a solução para o impasse parte da regulação da cadeia de saúde. “Enquanto isso não acontece, a porta está aberta. O paciente que vem ao hospital será atendido, mesmo que não seja urgente. Contudo, serão priorizados pela gravidade e o que não for emergência ficará na fila”, pontua Cecília.



