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Produção de anticorpos do HIV pode iniciar em três semanas após o contato com o vírus

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos / Colaboração: Jussi Moraes

Depois de uma relação sexual sem proteção existe a preocupação se houve a contaminação por alguma doença, sendo o vírus do HIV o mais temido. Para que exista a certeza de que ocorreu o contato com o vírus e que foi com aquela pessoa, o recomendado é que a coleta para a pesquisa de anticorpos do HIV aconteça um dia depois da relação sexual sem proteção. No entanto, as pessoas devem também ficar atentas quando realizam uma transfusão de sangue ou tenham contato com materiais cortantes possivelmente contaminados.

O bioquímico do Laboratório Búrigo, Heverton Luiz, alerta que a soro-conversão ocorre geralmente entre três semanas e 12 semanas após o contato com o vírus. “Por isso é importante fazer a pesquisa de anticorpos um dia depois da situação de risco, para saber se era soro-negativo. Depois de 30 dias e dois meses são repetidos os exames para excluir totalmente a possibilidade de contaminação”, explicou. A transmissão do vírus só acontece quando ocorre o contato com o sangue ou secreção. Por isso o preservativo não deve ser esquecido e sempre solicitar materiais descartáveis quando tiver contato com o sangue. Na rede de Laboratórios Búrigo, são realizados por mês cerca de 250 exames para a pesquisa de anticorpos para HIV.

A gerente técnica e bioquímica da empresa, Helga Hilbert Mello, lembra que em uma das vezes que precisou informar ao paciente que apresentava anticorpos para HIV ficou surpreendida. Ela era uma jovem de 19 anos com aparência humilde e havia realizado o exame, pois tinha descoberto que o namorado possuía o vírus. Quando soube da notícia a jovem desabou em lágrimas. O pai da garota estava do lado de fora da sala e a gerente se ofereceu para ajudá-la a contar sobre o exame. “Quando o senhor entrou e contamos, ele levantou, deu um abraço na filha e falou que ela estava viva, não havia a perdido em um acidente. Que a partir daquele momento ia lutar para tratá-la”, recordou emocionada. “Para nós aquele momento foi uma lição de vida. Ele não a julgou pelo ocorrido. Passamos a tratar essas situações de outra forma”, acrescentou.

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