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Professores da Afasc ameaçam paralisar atividades

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Daniela Niero

Professoras e funcionárias de apoio da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) fizeram denúncias sobre o rumo do ensino criciumense em Assembleia Geral realizada na noite dessa segunda-feira na Câmara de Vereadores de Criciúma. A entidade ressaltou a desvalorização da classe, as salas super lotadas e salários diferenciados na educação municipal. As profissionais ameaçaram iniciar a paralisação das atividades caso a situação não seja resolvida.

Entre as exigências das trabalhadoras estão o pagamento do Piso Nacional de Educação, regência de classe no valor de 30% e redução do número de alunos em sala de aula. Ficou acordado durante a reunião que uma comissão participará de uma reunião com o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), na tarde desta quarta-feira e, às 19h30min, uma Assembleia Geral acontecerá na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp).

As professoras Eliziane Machado e Mariza Spilere, que representaram as 80 pessoas presentes, afirmaram que não são vistas como professoras, e que durante o almoço ao meio-dia precisam comer com o prato na mão, enquanto cuidam das crianças. "Não somos vistas como professoras. Uma professora da Secretaria recebe R$ 1.100,00 enquanto uma da Afasc ganha R$ 600,00. Ao contrário das funcionárias da prefeitura, apesar de realizarmos os mesmos trabalhos, nós não recebemos regência de classe e hora atividade. Suportamos salas lotadas, cobranças excessivas e ameaças", reclamaram.

Colaboração: Daniela Niero

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