Professores da
Professores da rede estadual de Criciúma aderem à greve de três dias
Paralisação tem reivindicações nacionais e estaduais
Por Redação Engeplus
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Professores da rede estadual de ensino de Criciúma aderiram, na manhã desta terça-feira, a uma greve que tem reivindicações tanto nacionais quanto estaduais. Professores do país inteiro resolveram cruzar os braços para pedir melhorias na área da educação. Segundo a diretora de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) de Criciúma, Cintia dos Santos, em Criciúma 80% das escolas aderiram à greve, e na região Sul de Santa Catarina, 60%.
"Algumas escolas ficarão paradas durante os três dias, e outras vão parar em um dia ou outro de terça-feira e quinta-feira. As paralisações parciais acontecerão nas escolas menores, que estão um pouco mais atrasadas. Mas aula normal não vai ter", avalia Cintia.
Em pauta nacional, as reivindicações são contra o aumento da idade para aposentadoria, contra o acordo coletivo estadual e em defesa da reforma agrária. A categoria da educação reivindicará especificamente um repasse de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação e o reajuste do piso pelo custo aluno, que segundo Cintia seria de 22%. "Os governadores, no entanto, entendem que esse reajuste precisa ser de 8%. O ato de reivindicações acontecerá nesta quarta-feira em Brasília. Saíram sete ônibus de Santa Catarina e a reunião pode ter até 30 mil pessoas", observa a diretora.
Já os pedidos em âmbito estadual têm três eixos que mobilizam a categoria: eles pedem o fim da regência de classe, a não otimização de alunos em sala de aula e a não meritocracia. Cintia explica que o fim da regência de classe implica em uma redução de 25% a 40% do salário. "Além disso, o que o governador chama de otimização de alunos em sala de aula, nós chamamos de superlotação. A lei nos garante 25 alunos em sala de aula e o governo quer passar esse número para 40. Com isso, o que eu consigo em uma aula é fazer a chamada", avalia.
A diretora também afirma que o governo propôs a meritocracia, que deixa de pagar os professores por sua formação (graduação, mestrado, doutorado) e passa a oferecer prêmios se os critérios da Secretaria de Educação forem cumpridos. "Isso gera mais dependência eleitoral, além de criar um clima ruim na escola. Se um professor não cumprir o critério, toda a escola é punida. Isso é o desmanche total da educação", protesta.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Educação comunica que a mobilização não tem respaldo da secretaria e, por isso, os três dias serão considerados letivos, necessários para o cumprimento dos 200 dias e 800 horas previstos no calendário escolar. "Os professores que não comparecerem ao trabalho terão suas faltas registradas nos assentos funcionais e descontadas, de acordo com a legislação vigente. Cabe a cada Gerência de Educação o acompanhamento das atividades educacionais nas unidades escolares de sua abrangência", dizia a nota.
Cintia afirma que a greve foi comunicada em um processo legal e, mesmo que tenha um tempo determinado (de três dias), os professores estão protegidos pelo direito de greve previsto na Constituição Federal. Às 14 horas desta terça-feira professores se reunirão no colégio Sebastião Toleto dos Santos (Colegião). Lá será divulgado o próximo ato do sindicato, que deve acontecer ainda nesta quarta-feira. Além disso, o Sinte oferece ônibus para professores que aceitarem ir para Florianópolis e participar da assembleia estadual, que acontecerá na quinta-feira.



