Professores da
Professores da rede estadual não descartam nova greve
Por Redação Engeplus
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Ainda em estado de greve, instaurada em junho deste ano, os professores da rede estadual de educação estudam novas ações em busca de seus direitos. Uma nova greve não é descartada pelos educadores, que irão se reunir em assembleia estadual na primeira quinzena de dezembro para definir os próximos passos. “O grupo de estudos com o Governo do Estado foi formado e não surtiu efeito. Por mim a greve iniciava já, mas somos uma categoria que decide democraticamente e pela maioria”, destacou a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) de Criciúma e Região, Cintia dos Santos.
Segundo o sindicato, desde o fim da greve, o governo estadual intensificou as ações de incentivo à municipalização do ensino. “Essa é a forma encontrada pelo governo de pressionar os professores. Alguns educadores estão, inclusive, sofrendo assédio moral. É dito a eles que a escola será municipalizada e que eles têm poucas opções para continuar empregado. Mas nada sobre municipalização foi definido”, denuncia a vice-coordenadora regional do Sinte, Janete Jane da Silva.
O fim da lei dos professores admitidos em caráter temporário (ACT) e a recomposição do plano de carreira também é uma antiga solicitação dos professores, que ainda não foi acatada. “Hoje, no estado, 54% dos professores são ACTs. A lei afirma que quando chega aos 50% é obrigatória a aplicação de concurso público. Santa Catarina não realiza um concurso para professores desde 2006”, conta Cintia.
Calendário de reposição – O calendário estadual de reposição de aulas termina no dia 6 de janeiro. Os professores não aceitam essa condição. “Nunca um ano escolar terminou após o ano civil. Todos os calendários das escolas foram estabelecidos cumprindo a lei e os 200 dias letivos, terminando em 30 de dezembro e é isso que defendemos”, ressalta Janete. “Quando fizemos a greve sabíamos que teríamos de repor as aulas e é isso que faremos até o dia 30 de dezembro, respeitando os alunos”, completa.
Rompimento com grupo de estudos – Formado por membros do Governo e do Sinte, o grupo de estudos pretendia estudar ações governamentais válidas para professores e Estado. O Sinte é formado por dois grupos: da CUT e da CSP Conlutas. Entendendo que não houve avanço nas discussões do grupo, a CSP Conlutas, representada por Joaninha de Oliveira, rompeu com o grupo de estudos, ficando apenas os representantes da CUT na equipe do Sinte no grupo de estudos.



