Engeplus
Geral

Paralisação

Professores da rede estadual paralisam atividades dia 18

Movimento nacional luta por mais qualidade na estrutura das escolas

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Divulgação

Está marcada para o dia 18, próxima terça-feira, uma paralisação estadual organizada pelos professores da rede estadual de ensino. Por conta da assembleia, em Florianópolis, os alunos não terão aulas. Serão colocados em pauta, além da defasagem salarial e a infraestrutura das escolas estaduais, a segurança das instituições, o investimento dos royalties de petróleo na educação e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública. Conforme a coordenadora da regional de Criciúma do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC), Janete Jane da Silva, o movimento é nacional e vai ocorrer entre os dias 17, 18 e 19, porém, foi definido que o Estado irá paralisar apenas um dia.

Publicidade

“No dia 16 de fevereiro, nosso comitê se reuniu na capital e definiu parar apenas dia 18. Nós, da regional de Criciúma, vamos propor na assembleia que todas as regionais do Estado paralisem os serviços por um dia. Por exemplo, contamos com 31 regionais, cada dia uma paralisa as atividades. Mas os professores não ficariam em casa ou nas escolas iriam para as ruas com fotos, cartazes da atual realidade das instituições. Chamaríamos pais e alunos para estarem mostrando para a sociedade nossa realidade”, explica.

As regionais compreendem vários municípios. A região Sul, por exemplo, conta com a regional de Criciúma, que corresponde às cidades da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), assim como da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e da Associação dos Municípios da Região Lagunar (Amurel). “A manifestação iria ocorrer na cidade, onde está instalada a sede do Sinte, ou seja, os municípios de Içara, Forquilhinha, Treviso, Nova Veneza, entre outros, viram todos para Criciúma. Uma mobilização forte das regiões. Isso iria acontecer com todas as 31 regionais, portanto, durante 31 dias”, pontua. Nestes movimentos, segundo Janete, seria explanada os absurdos, como a falta de infraestrutura e professores não habilitados dando aulas.

Publicidade

“Para ter uma ideia tem acadêmico que está na primeira fase do curso de História e está dando aula para o terceirão, de onde ele acabou de sair e professores ministrando aulas em outra disciplina que não é a sua formação”, comenta. Desta forma, de acordo com a coordenadora do Sinte, a categoria faria um movimento forte e não teria seu salário descontado em decorrência dos dias parados com uma possível greve.

Em relação à falta de infraestrutura dos colégios, Janete reforça que nenhuma escola apresenta o alvará de funcionamento concedido pelo Corpo de Bombeiros. O tema também será colocado em pauta. Ainda conforme a coordenadora, no último fim de semana, uma caixa de água caiu em uma sala de aula, em Orleans. “Temos sorte, pois as tragédias acontecem quando não há alunos dentro das salas. A realidade é em todas as escolas do Estado. Já estive em quase todas, estamos vivendo uma tragédia anunciada. Estou me aposentando e vejo que a situação não melhora, só piora”, desabafa.

Compartilhar:
Leia a seguirAtenção: Serra do Rio do Rastro está encoberta por neblina
Publicidade