Professores paralisa
Professores paralisam atividades em Forquilhinha
Por Redação Engeplus
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Eram 7 horas e mais de 60 professores já estavam em frente a prefeitura de Forquilhinha. O motivo da manifestação é a luta pela adequação do piso salarial. Para que a ação fosse realizada na manhã desta terça-feira, as aulas nas escolas municipais foram suspensas. O movimento ganhou força com a presença da presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Criciúma e região (Siserp), Maria Bárbara Teixeira.
Segundo ela, o grupo do Siserp, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicatos do Químicos e de todo movimento sindical de Criciúma e Região (mineiros, ceramistas, comerciários, servidores públicos e bancaários, entre outros segmentos), também estão solidários aos professores de Forquilhinha. Ela conta que na última semana foram feitas duas reuniões com a secretária de Educação Rosemeri de Lucca Minatto, a qual propôs o reajuste de 6%, equivalente à inflação de todos os trabalhadores. “Acontece que este reajuste não contempla a lei do piso do magistério que pede o reajuste de 22,22%, anunciado pelo Ministério da Educação em fevereiro”, explicou.
A intenção do grupo é conseguir uma reunião com o prefeito Vanderlei Alexandre hoje. “Não conseguimos compreender por que o município não tem dinheiro se esta verba não sairá do cofre municipal. O reajuste virá de verba do Fundeb”, lembra. A manifestação acontecerá até as 15 horas, quando os professores seguirão para o Sindicato da Alimentação para avaliar o dia e dar continuidade aos movimentos.
Conforme o prefeito, a lei do piso não será desrespeitada pelo município, mas não é possível dar um reajuste de 22,22% para um professor que já possui um salário maior. “Nós temos uma comissão que está discutindo o assunto com o sindicato. Eu não estou me manifestando, pois o assunto é mais técnico que político. O valor que é repassado pelo Governo Federal não dá para pagar toda a folha dos professores”, salientou o prefeito, afirmando que houve uma irresponsabilidade do governo em aprovar o reajuste. “Ano que vem passará para 23% e muitos municípios não darão conta de cumprir todos esses reajustes. Por isso, estamos oferecendo o mesmo reajuste para todos os servidores”, pontuou Alexandre.
O chefe do Poder Executivo recorda que em 2011 a administração municipal fez um grande esforço para atender as reivindicações da classe. “Agora temos que discutir até onde podemos chegar para que exista entendimento entre as partes”, solicitou.



