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Correiros em greve

Profissionais dos correios em greve nesta quarta e quinta-feira

Movimento é atípico e ressalta perdas de direitos da categoria

Por Redação Engeplus

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Foto: Douglas Saviato

Funcionários dos correios estão com as atividades paralisadas nesta quarta-feira, dia 18, e quinta-feira, dia 19. O movimento é atípico, pois não se refere ao aumento salarial, mas ressalta a perda de direitos da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), Gilson Vieira, este movimento não altera o fornecimento das correspondências, mas sim o atendimento ao público.

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“Defendemos algumas bandeiras, como a redução da jornada de trabalho, de oito para seis horas, para os atendentes que atuam no interior das agências e na manipulação de correspondências”, frisa. A categoria pede o fim do plano de Distribuição Domiciliar Alterada (DDA), ou seja, as cidades abaixo de 55 mil habitantes passarão a receber correspondências duas vezes na semana. Atualmente, estes municípios são atendidos cinco dias da semana.

“Isso será um caos. A população perde com isso e os profissionais também. Um colaborador terá que se deslocar para uma cidade e fazer toda entrega em dois dias”, destaca. Outra reivindicação é em relação ao plano de saúde, segundo Vieira, o plano da categoria está sucateado. “Os colaboradores acabam contraindo muitas doenças, como problemas na coluna e psiquiátricos por causa da carga horária de trabalho e os correios não oferecem o plano”, frisa.

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O movimento também pede que o horário de entrega das correspondências seja alterado. “Hoje, estamos expostos ao sol nos momentos de maior incidência de raios ultravioletas, o que nos expõe ao risco de câncer de pele, entre outras doenças. Por fim, queremos também o fim do processo de restruturação da empresa, que vai reduzir o número de profissionais e terceirizar alguns serviços. Mais uma vez quem perde são as pessoas”, frisa.

Vieira ainda explica que o movimento será apenas dois dias neste semestre por entender que o país passa por muitos movimentos semelhantes. No segundo semestre, a paralisação da categoria deverá ser maior. O movimento ocorre em todo Estado de Santa Catarina e demais Estados do país. Alguns Estados irão realizar o movimento em outros dias.

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