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Programa Esporte Sem Assédio combate violência e assédio a atletas

Ideia é prevenir e combater a violência e o assédio às atletas amadoras ou profissionais

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Divulgação

O Ministério do Esporte e a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SPM) lançou o programa Esporte Sem Assédio, uma iniciativa conjunta que tem o objetivo de prevenir e combater a violência e o assédio às atletas brasileiras, sejam amadoras ou profissionais.

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"O programa tem como finalidade chamar a atenção da sociedade para o assédio e a violência contra as mulheres. O Ministério do Esporte participa usando o esporte como um dos vetores dessa comunicação. Tivemos recentemente casos de assédio que se tornaram públicos e que chocaram o mundo", explicou o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, durante a cerimônia realizada no Velódromo do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro.

O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher da SPM, adotada como canal de denúncia tanto no Brasil como no exterior. Com o Esporte Sem Assédio, estão sendo realizados a capacitação dos atendentes para receber as denúncias de atletas, a criação e implementação de fluxo de assistência psicossocial e jurídica, o tratamento das informações recebidas por meio de indicadores padronizados e o monitoramento. O programa prevê, também, a efetivação de protocolo único entre o Ministério do Esporte, a SPM, o Conselho Nacional de Justiça e a Rede Nacional de Enfrentamento à Violência.

A nadadora Joanna Maranhão é um exemplo de ativista no combate a violências que crianças e jovens possam srofrer. "Fui vítima de abuso aos 9 anos pelo meu técnico da época e demorei muito para verbalizar. Estive em quatro Jogos Olímpicos, mas poderia não ter ido a nenhum se não tivesse o apoio psicológico e jurídico que tive. Muitas outras crianças não têm essa ajuda", contou a nadadora Joanna Maranhão, que esteve presente à cerimônia. "A iniciativa é super importante. Nos últimos anos, estamos abrindo portas para que as mulheres falem sobre o machismo e a violência que sofremos. Virão muitas histórias à tona. Ter coragem de verbalizar uma violência sofrida é viver ela de novo. Quando chegam pedindo provas e perguntando porque demorou tanto para falar, isso fere muito. É o momento de ter empatia pelas vítimas que têm coragem de contar suas histórias", acrescentou.

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#EsporteSemAssédio

Sob a hashtag #EsporteSemAssédio, a campanha também está sendo veiculada em redes sociais, com engajamento de várias atletas, ex-atletas e personalidades do esporte. "Temos mobilização de várias das principais atletas do país. As mulheres - e também os homens - podem contribuir muito para que esse tema entre na ordem do dia da nossa sociedade para que possamos erradicar essa mazela", disse Picciani.

No próximo domingo, dia 1º,, as federações de futebol do Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco e os times envolvidos nas finais dos campeonatos estaduais vão divulgar o programa, com atletas utilizando faixas e camisetas da campanha durante a entrada em campo.

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