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Proibição de livro de Tezza ameaça Jorge Amado

Por Redação Engeplus

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Felipe Damasio *

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Um de nossos maiores escritores tem livro proibido nas escolas públicas estaduais de Santa Catarina. Parece que saído de uma obra de ficção ou dos tempos da ditadura e repressão, mas o público catarinense soube ontem que um de nossos maiores escritores, Cristovão Tezza, teve uma de suas obras proibidas nas escolas de nosso Estado, o romance Aventura Provisória.

Tezza é hoje um dos mais respeitados escritores brasileiros. Sua obra mais recente, O filho eterno, foi vencedora do Prêmio Jabuti, que é o maior prêmio literário de nosso país. Em vez de o homenagearmos como um ilustre catarinense, nós proibimos que nossas crianças tenham acesso à sua literatura.

O motivo alegado pelas “autoridades” em educação é tão ridículo quanto o ato que partiu da Secretaria de Estado da Educação. O uso de palavras inadequadas é o argumento utilizado. A assistente pedagógica do Colégio Heriberto Hulse, no bairro Próspera, diz que a linguagem é “chula” e apóia a decisão, conforme publicado no Diário Catarinense.

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Ora, se este argumento for levado em consideração, os próximos passos destas “autoridades” seria a proibição de romances de Jorge Amado e Aloísio Azevedo, por conter linguagem que eles chamam de “chula”.

Educadores defendendo o não acesso de estudantes a obras clássicas de literatura... Se me contassem, eu não acreditaria.

* Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina

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